Rui Rocha quer libertar polícias de tarefas administrativas para os ter mais na rua
13 de jan. de 2025, 11:07
— Lusa/AO Online
"Nós precisamos de mais
trabalho de proximidade das polícias e de menos espetáculo. Precisamos
de mais polícias na rua. E há uma pergunta que quero fazer? Porque é que
as funções administrativas que hoje existem nas polícias têm que ser
desempenhadas por polícias?", questionou Rui Rocha.Sob
o mote "Acelerar Portugal", a lista L, encabeçada por Rui Rocha, que se
recandidatará à Comissão Executiva da IL na convenção de 01 e 02 de
fevereiro em Loures (distrito de Lisboa), elencou, no Auditório
Horácio Marçal, no Porto, propostas de três pequenas reformas - entre as
quais uma na Segurança - questionando "porque é que os polícias estão a
desempenhar missões administrativas e não estão na rua ao lado dos
cidadãos".Outro exemplo de pequena reforma
está no setor da Justiça, considerando Rui Rocha que "os nossos
tribunais estão na idade da pedra", pretendendo "modernizar o serviço
administrativo da justiça para que seja do século XXI".Também
a área dos registos "está numa situação caótica" e "é preciso
modernizar", pois sem registos não há "dinâmica económica", defendeu."Não
há dinâmica de mercado que possa ultrapassar os obstáculos processuais e
registrais que hoje impedem também os portugueses de fazer os seus
negócios, as suas transações, de as ter feitas em segurança", assinalou.Utilizando
e repetindo uma expressão recentemente utilizada pelo
primeiro-ministro, Rui Rocha apresentou a candidatura da sua lista
vincando que "o mundo de hoje acelera, mas Portugal, por seu lado, de
acordo com as palavras recentes do primeiro-ministro Luís Montenegro,
pulula"."Pulula mas não acelera, pulula
mas nem sequer avança. Pulula a despesa do Estado, mas o Estado não
avança nas soluções para a Saúde, para a Educação ou para a Habitação.
Pulula a burocracia no Estado, mas o Estado não avança na modernização,
na autonomização dos cidadãos, na racionalidade e na eficácia",
reiterou.O líder liberal prosseguiu,
dizendo que "pulula o número de funcionários públicos, mas o Estado não
tem médicos, não tem professores e nem sequer tem polícias". "O
Estado pulula e Portugal atrasa-se, e o problema é que estamos a fazer
pulular as coisas erradas. Estamos a fazer pulular o Estado quando
devíamos estar a pulular a iniciativa privada e a sociedade civil. Para Rui Rocha, "só o Estado pulula", definindo o "excesso de Estado" como "'pululuição'"."A nossa missão é combater a 'pululuição' do Estado", vincou.Integram
a Lista L Rui Rocha, Ricardo Pais Oliveira, Mariana Leitão, Angélique
de Teresa, Rui Ribeiro, Miguel Rangel, Paulo Alcarva, Mário Amorim
Lopes, Joana Cordeiro, Nuno Barata, Pedro Almeida, Miguel Noronha, Pedro
Pereira, Sílvia Abreu, João Ambrósio, Catarina Neto, Ricardo Zamith,
Daniel Gonçalves, Tiago Oliveira Martins, Patrícia Correia e Rui José.Além
de Rui Rocha, pelo menos o conselheiro nacional da IL Rui Malheiro será
candidato à liderança do partido na Convenção Nacional de 01 e 02 de
fevereiro, após ter vencido as primárias do movimento “Unidos pelo
Liberalismo”, em dezembro, após desistência de Tiago Mayan Gonçalves,
que assumiu a falsificação de assinaturas enquanto presidente da junta
de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, no Porto.Rui
Rocha assumiu a liderança da IL em janeiro de 2023, após ter sido
eleito na Convenção Nacional do partido com 51,7% dos votos, derrotando
Carla Castro, que ficou com 44%, e José Cardoso, que obteve 4,3%.