Rui Rocha concorda com diagnóstico do país feito por Cavaco Silva e insiste que “a solução é liberal”
Eleições
3 de mar. de 2024, 02:03
— Lusa /AO Online
“Eu devo dizer que li o artigo de Cavaco Silva hoje publicado [no jornal Correio da Manhã], que faz um diagnóstico correto [do país]. O professor Cavaco Silva diz que é pai e avô e que não vê futuro para os seus filhos e netos em Portugal, o diagnóstico está certo, mas a solução é liberal”, afirmou Rui Rocha aos jornalistas, no final de uma reunião com a Associação Empresarial do Minho, em Braga, depois de ter visitado o mercado local.Cavaco Silva apelou hoje ao voto na AD, alertando que optar por “partidos de protesto extremistas” contribuirá apenas para eleger o líder socialista, Pedro Nuno Santos, que diz não ter perfil para primeiro-ministro.“O país precisa de uma nova política económica”, defendeu o ex-Presidente da República num artigo publicado hoje no jornal Correio da Manhã, salientando que “é uma ilusão e um erro pensar que é possível resolver os graves problemas sociais que Portugal enfrenta sem reformas estruturais”.E para resolver os problemas de Portugal, Rui Rocha frisou que a “única solução é votar liberal”, porque a IL quer um país de futuro e para os jovens que passa pelo crescimento económico, pela atração de capital estrangeiro e pelo alívio do IRS.“Não podemos continuar com o discurso de que não queremos que os jovens saiam, não podemos continuar a ler o professor Cavaco Silva a dizer que não vê futuro para os jovens ou para os filhos e netos em Portugal e depois achar que, com um alívio de seis euros por mês em IRS [proposta do PSD], resolvemos o problema da saída dos jovens”, argumentou.Garantindo que não se cansará de dizer até ao dia de reflexão que a solução para o país está na IL, o dirigente liberal frisou que é preciso “eliminar a resistência ao futuro que muitos partidos representam”.“A solução está na Iniciativa Liberal, outras soluções ou são um voto direto na esquerda ou são um voto indireto na esquerda porque atrasam e bloqueiam a solução que pode existir em Portugal”, finalizou.