Rui Borges apresenta-se no Sporting com “confiança enorme” e a prometer trabalho
26 de dez. de 2024, 16:47
— Lusa/AO Online
“Não
tenho palavras para descrever o que tenho sentido nos últimos dias, que
foram intensos e felizes. Estou muito feliz e ansioso para trabalhar e
conseguirmos ser o que temos sido até aqui. O trabalho é o que nos guia.
Tenho uma confiança enorme em ser feliz aqui no Sporting e não tenho
qualquer dúvida de que o futuro vai ser risonho. A gente de
Trás-os-Montes é gente de trabalho e eu não fujo a isso”, afirmou o
técnico.No auditório do Estádio José
Alvalade, em Lisboa, Rui Borges começou por deixar uma palavra “de
enorme apreço e do tamanho do mundo” ao Vitória de Guimarães, clube que
deixou para rumar aos ‘leões’, antes de responder às várias questões da
imprensa.“Não olho para o momento do
Sporting como delicado. Está em todas as frentes. Estou muito feliz por
poder representar o campeão nacional, é um sonho. Agora, queremos é
trabalhar, foi isso que nos trouxe até aqui. Nunca fugir do que nos
guia, com respeito e honestidade. Acredito que, com a nossa capacidade e
com a capacidade dos jogadores, pois sem eles nós não somos
treinadores, seremos felizes aqui no Sporting”, salientou.O
treinador aponta como maior ambição “acrescentar valor e troféus” ao
clube e disse que a assinatura com os lisboetas foi “o melhor presente
de Natal que podia ter tido”, optando por não abrir muito o jogo
relativamente a questões ou a abordagens táticas, uma vez que, nos
vimaranenses, usava um esquema diferente do habitual no Sporting.“O
sistema tático é muito relativo. Quero é fazer os jogadores acreditar
na nossa ideia de jogo e no que pretendemos. Se não estiverem
confortáveis, eu não tiro rendimento deles. Preciso muito deles. Como
treinador, dou 15% do que o jogo dá. O restante são as decisões e a
qualidade deles. Aqui, é fazê-los acreditar nos meus 15%. Se conseguir,
teremos muito sucesso e faremos crescer mais a grande história deste
clube”, realçou.Rui Borges rejeitou fazer
comparações com Ruben Amorim ou João Pereira, mas frisou que a “quebra
emocional” mencionada pelo presidente, Frederico Varandas, é natural
após anos de sucesso com Amorim, que assinou pelos ingleses do
Manchester United.“O presidente pediu
vitórias e títulos. É para isso que estamos aqui e é aquilo que nos
exigem. Quando faltar a inspiração, que não falte a atitude. Umas vezes
vamos ganhar com mais qualidade, outras não, mas, se a atitude correta
estiver lá, vamos ganhar na mesma. Acima de tudo, temos de estar dentro
da exigência deste grande clube”, disse.Aos
43 anos, Rui Borges chega a um 'grande', após ter iniciado a temporada
no Vitória de Guimarães, que segue no sexto posto, na sequência do
quinto lugar conquistado ao serviço do Moreirense, tendo o transmontano
de Mirandela treinado ainda conjuntos como o Académico de Viseu, a
Académica, o Nacional, o Vilafranquense ou o Mafra.O
Sporting partilha o segundo lugar da I Liga com o FC Porto, ambos com
37 pontos, a um do líder Benfica, o próximo adversário dos ‘leões’, no
domingo, para a 16.ª jornada.João Pereira,
de 40 anos, venceu três partidas (duas na Taça de Portugal e uma na I
Liga), somando um empate, no domingo em casa do Gil Vicente, por 0-0, e
quatro derrotas como treinador da equipa principal, depois de orientar a
equipa B até 11 de novembro.