Rubio afirma que Estados Unidos devem reexaminar relação com a NATO

Irão

Hoje 12:32 — Lusa/AO Online

"Penso que, infelizmente, não há dúvida de que, uma vez terminado este conflito, teremos de reexaminar esta relação. Teremos de reexaminar o valor da NATO para o nosso país dentro desta aliança", disse Rubio.Em declarações à emissora norte-americana Fox News, o secretário de Estado norte-americano acrescentou que caberá ao Presidente Donald Trump decidir sobre o assunto. Trump criticou os aliados europeus por não apoiarem a campanha de bombardeamentos lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, descartando intervir para desbloquear o Estreito de Ormuz.Criticando a operação militar contra o Irão, o governo de Espanha proibiu os Estados Unidos de usarem bases militares norte-americanas no país, assim como o espaço aéreo espanhol, para qualquer operação relacionada com ataques ao país do Golfo, por considerar que se trata de uma guerra ilegal, que viola o direito internacional.O Governo de Itália confirmou que negou a aterragem de bombardeiros norte-americanos numa base siciliana por não disporem das autorizações necessárias e não cumprirem as diretrizes do tratado bilateral sobre a utilização das bases militares.Marco Rubio já tinha criticado Espanha e questionado o papel da NATO, se os aliados não apoiam os Estados Unidos.Em sinal contrário, Rubio agradeceu ao ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, a "estreita" cooperação económica e de defesa de Portugal, revelou o Departamento de Estado.Segundo o porta-voz adjunto da diplomacia norte-americana, Tommy Pigott, durante uma conversa entre os chefes da diplomacia de Estados Unidos e Portugal, Rubio "destacou a contínua solidez dos laços bilaterais"."O secretário Rubio agradeceu ao ministro [Rangel] a estreita cooperação económica e de defesa de Portugal. Ambos os líderes expressaram o seu compromisso com a segurança transatlântica", adianta a nota.O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou na rede social X que, no telefonema do secretário de Estado norte-americano ao ministro português, ambos "falaram da situação no Médio Oriente e registaram a importância da ligação transatlântica, tendo abordado também a relação bilateral a nível da economia e da defesa".