Rúben Rodrigues está a 39 pontos de conquistar o título de campeão nacional de ralis
Hoje 10:44
— Arthur Melo
O título de campeão nacional de ralis de 2026 está à distância de 39 pontos de Rúben Rodrigues, o líder do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR). A duas provas do fim da temporada e com um máximo de 56 pontos em disputa (os 25 de vitória em cada rali e os três adicionais caso vença as respetivas Power Stage), o cenário para Rúben Rodrigues é mais favorável do que Pedro Almeida, apesar da vantagem do açoriano ter caído dos 33 pontos para seis após a realização do Rallye Casinos do Algarve. De acordo com as regras estabelecidas para o CPR de 2026, das nove provas que compõem o calendário, os concorrentes não pontuam em um de dois ralis de asfalto (Rally de Lisboa ou Rali de Castelo) e das oito em que pontuam terão de descartar um resultado (regra geral é “deitado fora” o pior resultado do ano). Atendendo à brilhante campanha realizada por Rúben Rodrigues, e depois de ter escolhido o Rally de Lisboa como a prova em que não pontuava (apesar de ter sido segundo classificado), o pior resultado do ano para o tricampeão dos Açores de ralis é, precisamente, o Rallye Casinos do Algarve. Neste momento, o piloto da Auto Açoreana Racing lidera o CPR com 125 pontos, seguido por Pedro Almeida, com 119. Todavia, o piloto oficial da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal (que escolheu Castelo Branco para não pontuar) ainda tem de efetuar o seu descarte, sendo que à data o seu pior resultado foi o Rali da Água, onde apenas somou 12 pontos. Até ao final do campeonato há para disputar o Rally 6 Cities North of Portugal, de 23 a 25 de outubro, e o Rallye Vidreiro Centro de Portugal, nos dias 20 e 21 de novembro. Excluindo os 12 pontos conquistados em Chaves, a pontuação de Pedro Almeida cai para os 107 pontos, menos 18 que Rúben Rodrigues. Com quatro vitórias e um segundo lugar em 2026, Rúben Rodrigues tem conseguido melhores prestações que Pedro Almeida, que apenas venceu dois ralis, foi terceiro classificado em outros dois e obteve um sexto lugar. A duas provas do fim, a meta pontual que separa o piloto micaelense do grande objetivo da temporada são os 164 pontos, pelo que está a 39 de distância daquela marca. O título pode até ser decidido na próxima prova, em Fafe, caso Rúben Rodrigues vença o rali e Pedro Almeida termine em terceiro ou abaixo dessa posição. Neste cenário, o açoriano ficaria com 150 pontos e o piloto de Vila Nova de Famalicão só iria conseguir no máximo, e até final do ano, 148 pontos (mesmo ganhando as duas Power Stage e o último rali da temporada). A expectativa é que o título só venha a ser decidido no Rallye Vidreiro Centro de Portugal e, neste caso, Rúben Rodrigues nem precisa vencer as duas provas, já que o segundo lugar nos dois ralis permitem a conquista de 40 pontos, atingindo os 165 pontos totais, o que lhe garante o título de campeão nacional de ralis.Outro cenário favorável ao açoriano é a vitória em Fafe e um terceiro lugar na Marinha Grande, o que dariam mais 42 pontos, perfazendo 167, pontuação suficiente para Rúben Rodrigues inscrever o seu nome na galeria de 27 pilotos que já se sagraram campeões nacionais de ralis desde 1966. O piloto açoriano sabe que, apesar do contratempo no Algarve, o título está perfeitamente ao seu alcance.“Só dependemos de nós e as contas ainda estão para ser feitas nas duas últimas provas do campeonato. No Algarve estávamos a tentar fazer uma boa prova mas, talvez devido a um exagero da nossa parte, tudo acabou por terminar muito cedo. Vamos continuar a apontar para a conquista do título”, referiu Rúben Rodrigues, citado em nota de imprensa da ARC Sport.