RTP deve ser "um agente de reflexão e ativo" no setor dos media
20 de out. de 2017, 11:06
— Lusa/AO online
Gonçalo
Reis falava à Lusa à margem da conferência “O Futuro dos media:
Jornalismo e serviço público na era digital”, que está a decorrer na
Gulbenkian, em Lisboa."A RTP, para ser um operador de serviço
público relevante, não deve apenas produzir conteúdos, isso tem de ser
feito todos os dias, é um patamar, mas temos de ir mais longe, a RTP
deve ser um agente de reflexão", afirmou o gestor, referindo que tem o
papel de fomentar o debate e partilhar boas práticas."Isto é
serviço público, queremos ser agente ativo no setor, tem sido nosso
timbre, queremos juntar na mesma mesa o operador público e os operadores
privados", afirmou, salientando que a conferência de hoje, que ocorre
por ocasião das comemorações dos 60 anos da RTP, junta nos painéis
representantes do público e privado e especialistas do setor."Não
vivemos um tempo qualquer, de mutação, de turbulência, mas também de
grandes oportunidades", acrescentou Gonçalo Reis, referindo que é
necessário "parar para pensar" para ver como se pode contribuir para o
setor dos media."Nunca a imprensa e o jornalismo de qualidade foi
tão ameaçado, mas nunca foi tão relevante", sublinhou, destacando que
valores da independência, universalidade, credibilidade, moderação e
ética têm de ser preservados, pois são "pilares de uma sociedade
civilizada e de um setor de media sustentável"."O mundo está em grande transformação", salientou.