Rosa Mota nega que tenha recebido convite do COP para estar em Paris
Paris2024
26 de jul. de 2024, 12:24
— Lusa/AO Online
Rosa Mota, de 66 anos,
medalha de ouro na maratona dos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, e que
transportou num dos percursos a chama olímpica de Paris2024, refere numa
nota enviada à Lusa que nunca recebeu o convite para estar presente em
França.A atleta veterana, que continua a
somar recordes mundiais no seu escalão, adianta que se esforça por não
se envolver em polémicas, mesmo com prejuízo da sua imagem, mas defende
que, neste caso, “a mentira ou a nebulosa não podem ficar impunes”.“Desta
vez fiquei particularmente incomodada. E por isso decidi investir o meu
precioso tempo a esclarecer a afirmação de quem me parece se preocupa
demasiado com a sua notoriedade, nem que para isso tenha que usar o meu
nome com meias-verdades”, adianta.Rosa
Mota refere que contactou os serviços do COP, que reconheceram que
tinham cometido um erro. Face a isso, colocou um ponto final no assunto,
pois acreditava que o organismo, que quer continuar a respeitar, iria
recolocar a verdade dos factos e pedir desculpa pelo erro.Mas,
como tal não aconteceu, a campeã olímpica viu-se obrigada, “muito a
contragosto”, a emitir um comunicado a esclarecer a situação.“Ao
não explicar o sucedido, ainda pode ficar a dúvida se o que aconteceu
foi um lapso ou uma má-fé em que, não se querendo convidar, se diz que
se convidou”, refere Rosa Mota.A atleta acrescenta que, “noutras situações em que o empenho existiu, houve telefonemas que desta vez não existiram”.“Os
organismos e instituições não devem ser lesados por consequência da
falta de responsabilidade, categoria ou lisura de quem as gere, por isso
sublinho a minha consideração pelo COP enquanto organismo, bem como a
minha tristeza por ‘proezas’ lamentáveis como esta em que me pretendem
atingir”, adianta.Rosa Mota refere ainda
que se o convite tivesse chegado em abril, teria, como sempre faz em
situações de igual importância e em que a sua resposta tivesse
implicações no convite a outras pessoas, informado os serviços do COP da
sua “não aceitação”.Em 23 de julho, numa
entrevista à Lusa, José Manuel Constantino refere que, como vem sendo
prática, endereçou convites a quatro campeões olímpicos portugueses – o
outro, Pedro Pichardo, irá defender o título conquistado no triplo salto
em Tóquio2020.“Convidámos o Carlos Lopes,
que agradeceu, mas que invocou que pela idade, o cansaço, enfim,
aquelas coisas todas, prescindia de ir e assistiria aos Jogos a partir
de Lisboa. Convidámos a Fernanda, que invocou os mesmos problemas de
enquadramento familiar. Convidámos o Nelson [Évora], que agradeceu, mas
que foi pai e que, portanto, precisa de dar enquadramento à família. E
convidámos a Rosa Mota, que não respondeu”, detalhou.