Ronaldo, Messi e Sérgio Moro entre as 50 personalidades de década para o Financial Times
26 de dez. de 2019, 08:51
— Lusa/AO Online
O
jornal britânico considera que a rivalidade entre os dois jogadores,
que será coroada como a “maior batalha no futebol de todos os tempos”,
foi um motor determinante na máquina de 'marketing' global que o futebol
se tornou, atraindo milhões de novos fãs, em particular na Ásia,
abrindo o caminho a contratos bilionários de direitos de transmissão e
patrocínios. “A rivalidade intensa entre
as superestrelas argentina e portuguesa tomou conta da liga espanhola,
Liga dos Campeões e Campeonato do Mundo – e em inúmeros jogos de consola
em todo o planeta”, escreve o jornal, sublinhando que em nove dos
últimos dez anos um dos dois foi considerado o melhor jogador do mundo.O
atual ministro brasileiro da Justiça, Sérgio Moro, faz igualmente parte
da lista. A partir das suas funções enquanto juiz numa cidade
provincial, Moro liderou uma investigação anti-corrupção que dinamitou o
“establishment” político da América Latina, e levou à detenção do
ex-Presidente brasileiro Lula da Silva, assim como implicou quatro
antigos presidentes do Peru. O FT assinala
que a ascensão no ano passado de Sérgio Moro a ministro da Justiça no
Governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro criou dúvidas sobre a sua
independência enquanto juiz, mas coloca-o em muito boa posição para
chegar à presidência brasileira. A
segunda década do século XXI começou com medidas de austeridade de
reação à crise financeira global eclodida no final da primeira década e
acaba com a emergência de governos populistas e de regimes liberais em
todo o mundo, assinala a publicação. A
lista das 50 Personalidades da Década eleitas pelo FT reflete estes
desenvolvimentos e nela constam vários políticos populistas, apoiados
por poderosos executivos da banca e indústria, determinantes no novo
xadrez mundial.Entre estes pontuam Nigel
Farage, líder do partido da Independência do Reino Unido, que para o FT é
o principal responsável pela decisão do Reino Unido abandonar a União
Europeia, ou os irmãos bilionários Charles e David Koch, donos de um
império industrial no Kansas, que usaram a fortuna para lançar uma
revolução na extrema-direita nos Estados Unidos, criando as fundações
para a ascensão de Donald Trump ao poder em 2016.