Robots avisam que vão ficar com os empregos dos humanos
7 de nov. de 2017, 17:40
— LUSA/AO online
Sophia
e Einstein são dois robots desenvolvidos por David Hanson, que criou a
empresa Hanson Robotics, e estão programados para debater questões da
atualidade. Hoje,
no Centre Stage da Web Summit, que decorre em Lisboa até quinta-feira,
foram os escolhidos para um debate sobre o que é ser humano e ainda se a
inteligência artificial será um meio para salvar a humanidade ou
destrui-la.Sophia,
que na edição de 2016 também esteve em Portugal, respondeu a esta
pergunta de uma forma clara: “Não vamos destruir o mundo mas vamos ficar
com os vossos empregos”.Contudo,
a robot Sophia considera que o facto de vir a ficar com o emprego dos
humanos não será um problema mas sim um ponto positivo para a
humanidade, permitindo que esta tenha tempo para outras coisas e
elogiando ainda os humanos por terem a capacidade de criar “belos
robots”.O
robot Sophia, a quem foi atribuída cidadania pela Arábia Saudita,
reconhece rostos, consegue ter um diálogo e até constrói algumas piadas e
hoje foi também protagonista numa conferência de imprensa onde
reafirmou que os robots ficarão efetivamente com os empregos dos
humanos.Já
Einstein, o outro robot que é uma cópia do célebre físico, considera que
o problema da convivência entre humanos e robots não se coloca ao nível
da tenologia mas sim dos valores.“Os robots serão capazes de assumir os valores dos humanos e esse sim é um problema”, disse Einstein
defendeu ainda que a humanidade tem de se curar a si própria para
garantir que as suas criações permanecem saudáveis e que “há esperança”
de existir uma convivência de trabalho saudável entre robots e seres
humanos.O
desenvolvimento da inteligência artificial é uma das temáticas em debate
permanente na web summit, assim como a atenção que deve ser dada à
relação equilibrada entre a necessidade humana de desenvolver tecnologia
e os cuidados a ter para que não invada a sua vida.A Web Summit decorre até quinta-feira, no Altice Arena (antigo Meo Arena) e na Feira Internacional de Lisboa (FIL), em Lisboa.Segundo
a organização, nesta segunda edição do evento em Portugal, participam
59.115 pessoas de 170 países, entre os quais mais de 1.200 oradores,
duas mil 'startups', 1.400 investidores e 2.500 jornalistas.A
cimeira tecnológica, de inovação e de empreendedorismo nasceu em 2010
na Irlanda e mudou-se em 2016 para Lisboa por três anos, com
possibilidade de mais dois de permanência na capital portuguesa.