Rio só admite diálogo com Chega “no debate parlamentar à vista de toda a gente"
Legislativas
27 de jan. de 2022, 11:56
— Lusa/AO Online
Rui Rio foi o convidado
do Fórum TSF, no qual manifestou a convicção de que a probabilidade de o
PSD vencer as eleições de domingo é “mais elevada” do que a de o PS
ganhar, embora reconheça que as legislativas estão “muito disputadas”:
“Admito que consiga ter uma diferença um bocado superior do que o que se
está à espera”.Questionado se, caso
falhem os entendimentos pós-eleitorais entre partidos, admitiria que o
Presidente da República tentasse um Governo da sua iniciativa, Rio
admitiu esse cenário, mas advertiu que quer o ex-chefe de Estado Cavaco
Silva, quer o atual, Marcelo Rebelo de Sousa, “não têm esse pensamento”.“Acho
que eles não simpatizam nada com essa ideia, não acho que seja
completamente destituída de sentido de um modo geral, a Constituição tem
essa possibilidade e deve mantê-la”, afirmou.Segundo
a Constituição, o primeiro-ministro é nomeado pelo Presidente da
República “ouvidos os partidos representados na Assembleia da República e
tendo em conta os resultados eleitorais”.Questionado
sobre a relação com o Chega, Rio reiterou a recusa de uma coligação
governativa com este partido e, à pergunta se admite conversar com André
Ventura para “o convencer dos méritos” dos seus orçamentos, Rio remeteu
esse diálogo apenas para o plano público e parlamentar.“Essa conversa é o debate parlamentar normal à vista de toda a gente no plenário”, afirmou.Perante
a insistência do jornalista Manuel Acácio se não haveria conversas “nos
gabinetes do PSD ou do Chega”, Rio respondeu negativamente: “É isso
mesmo, não, é isso mesmo que está a dizer”.“Imagine
que eu apresento um Orçamento e o PS grita porque pode passar com votos
do Chega, mas pode gritar ao contrário se reprovar com os votos do
Chega, os deputados do Chega valem o mesmo que cada deputado, vale cada
um um voto”, frisou.