Ricardo Teodósio cumpre “sonho de longa data” com título nacional de ralis

3 de nov. de 2019, 12:14 — AO Online/ Lusa

Aos 43 anos, Ricardo Teodósio, natural da Guia, em Albufeira, admite que esta foi "uma das provas mais difíceis" que já enfrentou, devido "à pressão" por conquistar o primeiro título absoluto da carreira, ainda por cima diante do "seu" público."É uma sensação espetacular. É um sonho de longa data. Foi pena não termos ganhado o nosso rali, mas não precisávamos de arriscar", disse o piloto algarvio, em declarações à agência Lusa.Teodósio, que partiu para esta nona e última jornada do Campeonato de Portugal de Ralis com 130,44 pontos (já descontados os 10 do pior resultado da temporada) terminou na segunda posição, a 16,1 segundos de Bruno Magalhães, o principal adversário."Foi uma sensação que já não vivia há muito, desde que fui campeão do Grupo N [Produção, em 2017]. Mas este título, como é absoluto, tem outro sabor, pois foi contra os melhores pilotos nacionais. Este campeonato foi muito renhido, um dos melhores da Europa", frisou o piloto algarvio da Skoda.Teodósio começou a correr em 1990, tendo sido campeão nacional de karts em 1992. Passou pela Fórmula Ford e pelo todo-o-terreno (1999) antes de se fixar definitivamente nos ralis.O segundo lugar no Algarve foi suficiente para conquistar o título sem precisar de fazer contas à classificação dos adversários, apesar de ainda ter somado 0,5 pontos pela vitória na sexta especial, em Nave Redonda, terminando o campeonato 150,94 pontos contra os 146,38 de Magalhães."Ganhámos um rali muito difícil e que eu já não disputava há 10 anos. Foi um campeonato extremamente disputado, no qual fizemos uma segunda metade de época fantástica, com duas vitórias e mais dois pódios nos últimos quatro ralis. Penso que o ponto de viragem foi mesmo o Rali de Castelo Branco. A partir daí, fomos sempre muito competitivos, recuperámos muitos pontos e lutámos pelo título até ao final. Os meus parabéns ao Ricardo Teodósio e ao José Teixeira", disse Bruno Magalhães.Alexandre Camacho (Skoda Fabia) fechou o pódio do rali algarvio, a 1.00,6 minutos do vencedor, com Armindo Araújo (Hyundai i20), anterior campeão, na quarta posição, a 1.06,1 minutos.O novo campeão nacional já tinha lutado pelo título de 2018, até à última prova, também no Algarve, mas um motor partido acabou com as esperanças antes do final, em benefício de Armindo Araújo.Este ano, Teodósio apostou forte num bom resultado, tendo chegado a contratar os serviços do piloto italiano Eric Camilli, como consultor."Fez-me ver coisas dentro do carro que eu nunca tinha visto e que achava que não era possível fazer", contou Teodósio à Lusa.O campeão nacional deixou, por isso, "uma palavra de agradecimento" ao mentor italiano, bem como "a toda a equipa, à Skoda e ao Sérgio [engenheiro]".Apesar de ter prometido "deixar o Nacional e fazer o Europeu" no próximo, ano caso conseguisse sagrar-se campeão, os patrocinadores fizeram-no mudar de ideias."Não têm interesse num projeto internacional, pelo que vou ter de continuar no Nacional", concluiu.