Ricardo Porém foi o melhor português nos veículos ligeiros
Dakar2023
16 de jan. de 2023, 09:44
— Lusa/AO Online
Ricardo
Porém foi o 10.º mais rápido na 14.ª e última etapa da prova, que ligou Al Hofuf a Dammam, na Arábia Saudita – que pelo quarto ano
consecutivo recebeu a corrida -, cortando a meta a 06.03 minutos da
vencedora, a espanhola Cristina Gutiérrez (Can-Am), que bateu o chileno
Ignacio Casale (Yamaha) por 58 segundos e o argentino David Zille
(Can-Am) por 01.31 minutos.João Ferreira
(Yamaha) foi o oitavo mais rápido do dia, a 04.28, penalizado com dois
minutos por excesso de velocidade, tal como Hélder Rodrigues (Can-Am), o
13.º, a 06.12 minutos.João Ré, que navega o saudita Saleh Alsaif (Can-Am), foi o 17.º, a 08.09 minutos.Na
classificação final, o norte-americano Austin Jones (BFG) ‘bisou’,
deixando o compatriota Seth Quintero (BFG) a 52.05 minutos, com o belga
Guillaume de Mevius (Grally) em terceiro, a 01:35.42 horas.João
Ré foi o sexto classificado final, a 04:14.08 horas do vencedor desta
categoria T3, reservada aos veículos ligeiros protótipos.Ricardo
Porém, de 33 anos, fechou a sua quarta participação no 12.º lugar, a
10:46.41 horas, tendo rubricado uma vitória em etapas, com Hélder
Rodrigues em 27.º, a 35:18.19 horas. João Ferreira, que também venceu
uma etapa, foi 37.º, depois dos problemas mecânicos nos últimos dias, a
mais de 123 horas.“Partimos para esta
aventura com ambições e objetivos e estar aqui neste final de Dakar é
muito importante. Ter feito parte desta primeira aventura da X-Raid e
Yamaha nos SSV foi um grande orgulho e tenho de agradecer a todos os que
viabilizaram esta participação. Tanto eu como o João levámos mais longe
o nome da nossa cidade, Leiria, e isso é também algo que me deixa muito
feliz”, disse Ricardo Porém.João Ferreira admitiu que, neste último dia, só pensou em terminar a etapa.“Depois
de uma prova com tantos altos e baixos, não podíamos deitar tudo a
perder no último dia. Desde o início desta aventura que reiterei que o
meu grande objetivo era apenas e só terminar e subir ao pódio final.
Para além disso, conseguimos coisas muito bonitas e inesquecíveis”,
referiu.Nos veículos protótipos derivados
de série, os T4, houve drama até para lá da hora, com o estreante polaco
Eryk Goczal (Can-Am), de apenas 18 anos, a tornar-se no mais novo
piloto a vencer uma categoria da prova.O
jovem polaco partiu para a derradeira especial com 03.24 minutos de
atraso para o lituano Rokas Baciuska (Can-Am), antigo campeão europeu de
ralicrosse, mas aproveitou os problemas sofridos por Baciuska para
saltar para o comando.Goczal foi oitavo,
depois de ter empenado a suspensão traseira esquerda do seu Can-Am, a
03.22 minutos do vencedor, o espanhol Carlos Sánchez (Can-Am). O
português Fausto Mota, que navega o brasileiro Cristiano Batista
(Can-Am), foi o segundo, a apenas 38 segundos do vencedor da tirada, com
o polaco Michal Goczal (Can-Am) em terceiro.Pedro
Bianchi Prata, que navega o brasileiro Bruno Oliveira (Can-Am), foi o
sexto classificado, enquanto Paulo Oliveira foi 34.º.Na
geral, Eryk Goczal, que tenta ainda chegar ao final da ligação a tempo
de entrar no parque fechado sem penalizar, é o vencedor, com 16.44
minutos de vantagem sobre Rokas Baciuska, e 18.15 sobre o pai, Marek
Goczal, que perdeu o segundo lugar devido a uma penalização de dois
minutos por excesso de velocidade.Bianchi
Prata fechou a prova na sexta posição. “Mais um Dakar terminado. O carro
chegou são e salvo. Foram duas semanas complicadas mas o Dakar é mesmo
isto. Sabe bem chegar ao fim”, disse o portuense.Fausto Mota, que corre com licença espanhola, foi 32.º, enquanto Paulo Oliveira, com licença moçambicana, foi 37.º.Nos camiões, o neerlandês Janus van Kasteren (Iveco) interrompeu o reinado dos russos da Kamaz, ao vencer a categoria.João
Dias, que integra a tripulação do camião de assistência da X-Raid, foi
19.º, na frente de José Martins (Team Boucou), que foi 20.º.