RIAC orienta trabalhadores para enviarem pedidos de bilhetes para a SATA
14 de ago. de 2024, 09:48
— Nuno Martins Neves
A RIAC já não vai vender passagens aéreas da SATA, tendo os
trabalhadores da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão recebido orientações
para encaminharem os pedidos para o contact center da companhia área
açoriana.A confirmação foi dada ao jornal Açoriano Oriental por
Orlando Esteves, do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública
(SINTAP) Açores, que entende que assim a polémica fica resolvida.“Tivemos
conhecimento que a RIAC, na única vez que se dirigiu aos trabalhadores
sobre este assunto, foi na passada semana, com o e-mail enviado em que
dava conta que, quanto às reservas e venda de bilhetes, os trabalhadores
estavam incumbidos de informar os cidadãos que se dirigissem ao balcão
das SATA ou ligassem para o contact center. Isso para nós ficou
resolvido, com esta tomada de posição da própria direção da RIAC”.Apesar
de considerar que o assunto ficou resolvido, o sindicalista revela que
ainda não obteve resposta ao pedido de reunião com a tutela da RIAC. “No
dia a seguir às declarações do presidente da SATA, quando se levantou
toda esta polémica, dirigimos um ofício ao secretário regional das
Finanças a pedir uma reunião com caráter de urgência, para resolver esta
questão e termos cópia do protocolo que o presidente da SATAdisse ter
assinado com a RIAC. Essa reunião foi pedida, mas passou-se estes dias
todos e continuamos sem resposta”.Orlando Esteves considera que é
importante ter acesso ao protocolo referido por Rui Coutinho, “para
saber se alguma vez foi assinado ou não”.De recordar que na semana
passada a Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismoanunciou
estar a desenvolver um plano conjunto com a SATA para minimizar os
efeitos do fecho das oito lojas urbanas da companhia aérea nos Açores.As
oito lojas existentes nas ilhas de São Miguel, Santa Maria, Terceira,
Graciosa, São Jorge, Pico, Faial e Flores foram encerradas no dia 1 de
agosto, numa decisão do conselho de administração, dando seguimento ao
previsto no plano da empresa. O fecho gerou uma onda de protestos por
parte de autarcas, associações de município e partidos políticos,
enquanto que o anúncio que a RIAC passaria a vender bilhetes da SATA
levou agências de viagem, câmaras de comércio e SINTAP a aumentar o
descontentamento, com acusações de ilegalidades e concorrência desleal.O
presidente do Governo Regional dos Açores acabou por ter de vir a
terreiro afirmar ter sido surpreendido pela decisão e que iria avaliar
os conteúdos.