Revisão do Plano da Orla Costeira de São Jorge em conclusão
21 de jul. de 2021, 11:01
— Lusa/AO Online
“O
Plano do Ordenamento da Orla Costeira de São Jorge foi criado em 2005.
Era o mais antigo criado na região e portanto é também o primeiro a ser
alterado, tornando-o muito mais ágil e muito mais permissivo do que o
anterior, que era muito mais rígido e muito mais restritivo”, adiantou,
em declarações aos jornalistas, o secretário regional do Ambiente e
Alterações Climáticas, Alonso Miguel.O
governante falava, em Angra do Heroísmo, à margem da primeira reunião do
Conselho Regional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável realizada
no atual mandato do Governo Regional da coligação PSD-CDS-PPM, que tomou
posse em novembro de 2020.A aprovação, na
semana passada, no Parlamento açoriano, de um decreto legislativo
regional que revoga outro decreto de 1989 que proibia a habitação na
Ponta da Fajã, na ilha das Flores, vai levar a que a revisão do POOC
daquela ilha seja antecipada.“O POOC da
ilha das Flores não era um dos que estivesse já em cima da mesa, porque
era dos mais recentes. No entanto, como foi feita a alteração e a
revogação do decreto legislativo regional que proibia habitar naquela
zona, terá de ser feita também a alteração para adequar e conformar o
POOC à legislação em vigor”, explicou Alonso Miguel.Segundo
o governante, os processos de revisão podem levar entre um a dois anos,
dependendo da dificuldade, mas “fará sentido fazer já uma revisão mais
profunda do plano” da ilha das Flores, aproveitando a necessidade de
resolução da questão da habitabilidade da Ponta da Fajã.Quanto
à revisão do Plano do Ordenamento da Orla Costeira de São Jorge foi um
dos documentos em análise nesta reunião do órgão consultivo e, segundo
Alonso Miguel, está já “em fase final”.“Está
a ser elaborado o relatório final. Há uma comissão consultiva de
acompanhamento que desenvolve todos os trabalhos conducentes à sua
revisão e são feitas várias sessões de esclarecimento público juntamente
com os municípios. Em dezembro, foram feitas outras duas sessões
públicas em Velas e na Calheta”, adiantou o governante.O responsável acrescentou que o documento entrará em vigor depois de aprovado em Conselho de Governo.O
secretário regional do Ambiente salientou que, no caso da ilha de São
Jorge, pelas “características geomorfológicas muito específicas, com
poucas zonas de habitabilidade”, foi necessário criar “um conjunto de
regras específicas”, caso contrário era "quase impossível" edificar
naquela ilha.Foram já iniciados também os processos de revisão dos POOC das ilhas Terceira e São Miguel.Nesta última, está prevista a integração dos dois planos existentes (da zona norte e da zona sul) num único documento.O
Conselho Regional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável discutiu
também, entre outros temas, as propostas do Plano Regional da Água e do
Plano de Gestão da Região Hidrográfica dos Açores para o período
2022-2027, bem como a apresentação do relatório de produção de resíduos
de 2020.“É um órgão consultivo
extremamente importante no aconselhamento e no acompanhamento do Governo
Regional e na implementação de políticas no âmbito do Ambiente e é
também um órgão fundamental para garantir a participação pública e para
garantir que existe um necessário diálogo entre o Governo Regional e as
entidades que de alguma forma têm competência ou atividade nas áreas do
domínio ambiental”, sublinhou Alonso Miguel.