Reverter tendência de saída é necessário e alargamento do bloco tem peso geopolítico
UE/Cimeira
18 de dez. de 2024, 18:04
— Lusa/AO Online
À
entrada para a quinta cimeira entre a União Europeia (UE) e os países
dos Balcãs Ocidentais, em Bruxelas, Roberta Metsola disse que “nos
últimos anos saíram mais países” do bloco comunitário “do que aqueles
que entraram”, aludindo à saída do Reino Unido, em janeiro de 2020.“É preciso reverter esta tendência”, defendeu a presidente da assembleia europeia, em declarações aos jornalistas.Roberta Metsola acrescentou que o alargamento é “a ferramenta geopolítica mais poderosa” da UE.“Se
não avançarmos [na adesão destes países], outros condicionarão”,
comentou, aludindo, novamente, ao crescimento da influência de Moscovo e
de Pequim nestes países.A primeira
cimeira presidida pelo novo presidente do Conselho Europeu, António
Costa, junta hoje em Bruxelas líderes da UE e dos Balcãs Ocidentais, que
pretendem reforçar a parceria estratégica num contexto de tensões
geopolíticas.No cargo há cerca de duas
semanas, o ex-primeiro-ministro português António Costa argumentou que
esta cimeira surge num contexto geopolítico que “exige que seja dado um
novo impulso ao trabalho da União com os países da região”.Numa
altura em que países da região se encontram à espera há vários anos
para entrar no bloco comunitário, esta reunião de alto nível acontece um
dia antes do também primeiro Conselho Europeu presidido por António
Costa.Os principais temas em debate são o
reforço da integração entre a UE e os Balcãs Ocidentais através do plano
de crescimento, o aprofundamento do compromisso político e estratégico
em vários domínios, incluindo a política externa e de segurança, a
construção de uma base económica para o futuro e atenuar o impacto da
guerra na Ucrânia causada pela invasão russa e a cooperação na gestão da
migração e na luta contra a corrupção e a criminalidade organizada.No
final da cimeira, será divulgada uma posição comum entre UE e Balcãs
Ocidentais, com o texto a ser negociado do lado comunitário e subscrito
pelo outro bloco, dado que o Kosovo não é reconhecido por alguns países
europeus.Em 2013, a Croácia tornou-se o
primeiro dos países dos Balcãs Ocidentais a aderir à UE, enquanto a
Albânia, a Bósnia-Herzegovina, o Montenegro, a Macedónia do Norte e a
Sérvia têm oficialmente o estatuto de países candidatos.