Reuniões com sindicatos sobre reestruturação da companhia arrancam hoje
TAP
12 de nov. de 2020, 13:02
— Lusa/AO Online
As reuniões com os
representantes dos trabalhadores decorrem no âmbito do processo de
reestruturação da companhia, cuja primeira fase do plano está já
concluída, segundo o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro
Nuno Santos.Hoje decorrem as reuniões com o
Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), o Sindicato Nacional do
Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) e a Comissão de Trabalhadores,
conforme confirmaram as entidades à Lusa.Já
na sexta-feira, será a vez dos sindicatos dos trabalhadores de terra
conhecerem o que está previsto no plano de reestruturação, que tem que
ser apresentado à Comissão Europeia até 10 de dezembro. Do
outro lado da mesa estarão o representante da administração e
coordenador do plano de reestruturação, Miguel Malaquias, bem como
Carlos Elavai, da consultora Boston Consulting Group (BCG), que está a
elaborar o plano, e o diretor de Recursos Humanos da TAP, Pedro Ramos.Na
terça-feira, o Expresso noticiou que a Cunha Vaz e Associados tinha
sido escolhida, no âmbito de uma consulta pública, para assessorar a
TAP, tendo como missão principal neste momento o dossiê de
reestruturação da companhia.Contactado
pela Lusa, António Cunha Vaz confirmou a escolha, mas adiantou que ainda
não começaram a trabalhar com a companhia aérea, estando neste momento a
aguardar um contacto por parte da TAP para se reunirem, o que acredita
que aconteça “um destes dias”.A Lusa
contactou o Ministério das Infraestruturas sobre as razões que motivaram
a contratação de uma empresa para fazer a assessoria da TAP, que tem
gabinete de comunicação próprio, tendo a tutela respondido que "esse
tipo de contratação faz parte da gestão executiva da TAP, não cabendo ao
Governo pronunciar-se".Na semana passada,
o ministro das Infraestruturas disse no parlamento que "a primeira
fase" do plano de reestruturação da TAP "está feita" e que as
negociações com os sindicatos iam arrancar "desde já". Pedro
Nuno Santos, que era ouvido no parlamento, no âmbito da apreciação na
especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2021 (OE2021),
sublinhou que o plano de reestruturação "vai ser exigente" e "muito
difícil", porque de outra maneira os portugueses não iriam entender a
injeção de dinheiros públicos que está a ser feita."Temos
uma companhia aérea que está sobredimensionada para a realidade atual e
temos de conseguir um processo restruturação que garanta que a
companhia aérea vai ser viável e sustentável", defendeu Pedro Nuno
Santos. "Não podemos manter artificialmente uma dimensão que não tem neste momento procura prevista", acrescentou o ministro.Perante
os deputados, o ministro reafirmou ainda que a TAP vai necessitar de
utilizar a totalidade dos 1.200 milhões de euros do empréstimo do Estado
até ao final do ano.Em 15 de outubro,
Pedro Nuno Santos anunciou no parlamento que iriam sair 1.600
trabalhadores do grupo TAP até ao final do ano, tendo já saído 1.200
colaboradores.Antes, o ministro das
Infraestruturas e da Habitação já tinha afirmado que a TAP está a
abandonar encomendas que já estavam feitas e a "negociar a devolução de
alguns aviões".