Retirada de civis de Mariupol suspensa por falta de condições seguras
Ucrânia
1 de abr. de 2022, 10:41
— Lusa/AO Online
“Ainda há muitas coisas em
movimento e nem todos os detalhes garantem em definitivo [que a
retirada] aconteça com segurança”, avançou o porta-voz do Comité
Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em Genebra, Ewan Watson,
acrescentando que a situação não permite ter certeza se a operação
decorrerá hoje.O CICV tinha-se
disponibilizado na quinta-feira para liderar as operações de retirada de
civis da cidade de Mariupol, que deveriam ter início hoje, tendo, no
entanto, imposto a condição de ter garantias de segurança.“A
nossa esperança é ainda podermos iniciar a operação hoje. É um caminho
muito longo”, referiu Ewan Watson na cidade de Zaporozhye, onde se
encontra a equipa do CICV.A distância até
Mariupol é de quase 226 quilómetros e exigia, antes da guerra, mais de
três horas de condução para completar o trajeto.“A
população precisa desesperadamente desta passagem segura”, acrescentou o
porta-voz, adiantando, no entanto, que, neste momento, o CICV não tem
condições de levar ajuda a Mariupol, embora os autocarros de ajuda
permaneçam pré-posicionados e prontos para se dirigirem à cidade assim
que a autorização for dada.O Ministério da
Defesa russo anunciou, na noite de quarta-feira, que iria fazer um
cessar-fogo e abrir corredores para retirada de civis, presos há semanas
naquela cidade atacada pelas forças russas.O
CICV tem insistido na necessidade de ter atenção aos mínimos detalhes,
negociando-os com todas as partes, incluindo com os líderes militares no
local.O Governo ucraniano pretende enviar
45 autocarros para retirar os civis de Mariupol, já que a Rússia
declarou estar “pronta para abrir o acesso a colunas humanitárias em
Mariupol” para que se dirijam à cidade de Zaporozhye, segundo a
vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk.