Resultados exigem "responsabilidade e confirmam bem-fazer de Albuquerque"
Eleições/Madeira
28 de mai. de 2024, 10:37
— Lusa/AO Online
“Há
efetivamente um reconhecimento da população de que a capacidade do
doutor Miguel Albuquerque e do PSD na Madeira face ao seu principal
adversário, que é o PS, é muito superior”, declarou José Manuel
Bolieiro.E prosseguiu: “Por isso não houve
a afirmação de uma alternativa. Houve sim a confirmação do bem-fazer
com que o PSD e o doutor Miguel Albuquerque têm-se apresentado a
governar a Madeira”.O líder do executivo
açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) falava aos jornalistas na Casa Museu Cunha da
Silveira, à margem de uma reunião com a Câmara Municipal das Velas, na
ilha de São Jorge.Instado a comentar os
resultados eleitorais na Madeira, Bolieiro considerou Albuquerque um
“companheiro” e destacou a dificuldade da vitória do PSD nas eleições de
domingo.“Há que reconhecer que era um
desafio muito difícil tendo em conta a realidade política da Madeira o
tempo de permanência no poder. Às vezes na democracia o valor da
alternância democrática também tem o seu peso”.O
presidente do governo açoriano evocou a sua “própria experiência de ser
uma referência de estabilidade governativa” para alertar que é
“essencial viabilizar a governação da Madeira, do país e dos Açores”.“O
contexto da configuração parlamentar tem exigência para todos. [É
preciso] responsabilidade política para garantir uma solução de
governabilidade e estabilidade que ajude a fazer uma governação de
desenvolvimento”, advogou.No domingo, o
PSD de Miguel Albuquerque (presidente do executivo madeirense desde
2015) voltou a vencer as legislativas regionais e elegeu 19 deputados,
afirmando-se disponível para assegurar um “governo de estabilidade”, mas
o PS considerou haver margem para construir uma alternativa.Os
socialistas, principal força da oposição, mantiveram os 11 assentos
parlamentares do mandato anterior e o JPP, terceira força política na
região, aumentou a sua bancada de cinco para nove elementos.O Chega elegeu quatro deputados, o CDS-PP dois e a IL e o PAN um deputado cada.A
direita – PSD, Chega, CDS e IL – consegue somar 26 lugares, a que se
poderia juntar ainda o do PAN, mas os partidos declararam ter reservas
sobre entendimentos com os sociais-democratas.Hoje,
PS e o JPP anunciaram que vão apresentar ao representante da República
na Madeira “uma solução de governo conjunta” no arquipélago, anunciaram
as estruturas regionais dos partidos, que somam 20 deputados, aquém dos
24 necessários para a maioria absoluta.