Tiago Santos,
que esteve na Comissão Parlamentar de Economia da Assembleia
Legislativa dos Açores, a abordar o processo de privatização da Azores
Airlines, considerou este um “sinal muito positivo”, adiantando que os
resultados do grupo serão conhecidos em cerca de duas semanas.Segundo
o administrador, o grupo registou uma melhoria do EBITDA (lucro antes
dos juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa de 15 a 20
milhões em 2025, mas ressalvou que para se ter um resultado positivo é
necessário um EBITDA “muito superior a este”.O
presidente do grupo SATA admitiu que “o ano de 2024 foi um ano perdido e
2025 está em linha com 2023”, o que revela que “o plano iniciado pelo
anterior conselho de administração [de que fez parte] está a ter
impacto” nas contas.O gestor afirmou que,
se retirar da equação o impacto do ‘fuel’ na aviação, devido à crise no
Médio Oriente, 2026 revela “fatores positivos para melhorar os
resultados da Azores Airlines”.De acordo
com Tiago Santos, este “é um momento mais positivo para retomar um
processo de privatização” da Azores Airlines, após o fracasso do
concurso público.Tiago Santos adiantou
que, com o encerramento do anterior processo de privatização, e a
partida para a venda direta da Azores Airlines, pretende-se assegurar
uma “solução mais ‘standart’ do mercado”, em harmonia do que se passa
com a TAP, uma “vez que os investidores internacionais estão habituados a
este tipo de processo”.Haverá “uma fase
inicial de manifestação de interesse (de compra da Azores Airlines), sem
qualificação prévia”, avançando-se depois para um convite à
“apresentação de uma proposta não vinculativa” e posterior decisão final
com base em negociações.O Governo
Regional decidiu encerrar a anterior privatização da Azores Airlines sem
adjudicação, seguindo a recomendação do júri, que concluiu que a única
proposta admitida implicava “riscos inaceitáveis”, um acordo parassocial
que permitia reduzir a participação pública e uma equipa menos
experiente na aviação.A privatização da
Azores Airlines vai ter de ficar concluída até ao final do ano, segundo
decisão da Comissão Europeia, que em junho de 2022 aprovou uma ajuda
estatal portuguesa para apoio à reestruturação da companhia aérea de
453,25 milhões de euros em empréstimos e garantias estatais, prevendo
medidas como uma reorganização da estrutura e o desinvestimento de uma
participação de controlo (51%).