Respostas sociais e de emprego são maiores apostas do Governo em fundo da UE
Covid-19
15 de out. de 2020, 10:29
— Lusa/AO Online
De acordo
com o primeiro esboço do Plano de Recuperação e Resiliência hoje
entregue em Bruxelas pelo primeiro-ministro, António Costa, à presidente
da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e ao qual a agência Lusa
teve acesso, as áreas das vulnerabilidades sociais e do potencial
produtivo e do emprego são aquelas a que o executivo vai alocar mais
verbas comunitárias, num total de 5,6 mil milhões de euros
(respetivamente 3,1 mil milhões de euros e 2,5 mil milhões de euros).Em
causa está um ‘bolo’ total de 13,9 mil milhões de euros em subvenções a
fundo perdido (e a preços correntes) que o país poderá arrecadar com o
novo Fundo de Recuperação da União Europeia (UE), criado para os
Estados-membros saírem da crise gerada pela pandemia de covid-19.São,
ao todo, nove os “roteiros para a retoma do crescimento sustentável e
inclusivo” que o Governo definiu neste esboço, a que a Lusa teve acesso,
e que além das questões sociais e do emprego envolvem uma aposta na
competitividade e coesão territorial - para a qual são previstos 1,8 mil
milhões de euros.Na área da transição
climática, o executivo português pretende alocar 1,03 mil milhões de
euros à mobilidade sustentável, 865 milhões de euros à descarbonização e
à ‘bieconomia’ e ainda 806 milhões de euros à eficiência energética e
renováveis.Já para atingir a transição
digital, o Governo quer disponibilizar 1,5 mil milhões de euros para a
reestruturação da administração pública, 650 milhões de euros para a
inovação nas empresas e ainda 500 milhões de euros para a escola
digital.Da dotação total, estão assim
previstos 12,8 mil milhões de euros em subvenções para o território
continental e o restante (1,1 mil milhões de euros) para as regiões
autónomas dos Açores e Madeira.Em julho
passado, o Conselho Europeu aprovou um Fundo de Recuperação de 750 mil
milhões para fazer face à crise gerada pela covid-19.