Resposta à expulsão de diplomatas será "recíproca" e decidida por Putin
26 de mar. de 2018, 15:56
— Lusa/AO online
“Temos
de analisar a situação. O ministério dos Negócios Estrangeiros fará a
sua análise e vão ser apresentadas propostas ao Presidente sobre as
medidas de resposta. A decisão definitiva será adotada pelo chefe de
Estado”, disse aos jornalistas o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. O mesmo responsável assinalou ainda que a Rússia vai aplicar “como sempre, o princípio da reciprocidade". Estas
medidas foram tomadas após o Reino Unido ter designado Moscovo como
responsável pelo envenenamento com um gás neurotóxico do ex-espião
Serguei Skripal e de sua filha, que ocorreu em 4 de março em Salisbury
(sudoeste de Inglaterra), e que Moscovo desmente. Londres
expulsou de seguida 23 diplomatas russos, e após as sanções britânicas a
Rússia reagiu e expulsou por sua vez 23 diplomatas britânicos e
encerrou a delegação moscovita do British Council. Já
hoje, foi anunciado que mais de 100 funcionários russos colocados em
embaixadas em países ocidentais vão ser expulsos nos próximos dias em
resposta ao envenenamento Skripal.Ao
nível da União Europeia, a medida foi decidida pelos chefes de Estado
ou Governo reunidos em cimeira na quinta-feira em Bruxelas, e após uma
declaração que incriminava a Rússia. Numa
ação coordenada, os Estados Unidos anunciaram a expulsão de 60
“espiões” russos. Na UE, 14 países adotaram a medida, com a Alemanha,
França, Polónia e Canadá a expulsarem quatro cada cada, a República
Checa e a Lituânia três, a Itália, a Holanda e a Dinamarca dois, a
Finlândia e Estónia um. Os três restantes países serão a Roménia, Suécia
e Croácia.Por sua vez, a Ucrânia decidiu ordenar a saída de 13 representantes russos.