Residência literária leva escritores norte-americanos às Flores e ao Corvo
Hoje 15:20
— AO Online/Lusa
A iniciativa, promovida pela Secretaria
Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, integra a preparação
das comemorações dos 600 anos da Descoberta dos Açores, a celebrar em
2027, e pretende fomentar "a reflexão sobre interculturalidade,
experiências partilhadas, ultraperiferias e autonomias insulares,
através da imersão de escritores norte-americanos na realidade cultural
açoriana", segundo o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM).Nesse
sentido, foi considerado "estratégico" enquadrar esta atividade da
residência literária na comemoração dos 600 anos da Descoberta dos
Açores, destacando "uma parte crucial da história do arquipélago
fortemente ligada à sua literatura e aos grandes vultos literários que
por aqui nasceram ou passaram", ao mesmo tempo que se reforça a
relevância geoestratégica dos Açores no Atlântico, explica a Secretaria
Regional dos Assuntos Parlamentares.A
residência literária resulta da parceria entre a Secretaria Regional dos
Assuntos Parlamentares e Comunidades, o Centro Nacional de Cultura e o
projeto Disquiet.O projeto Disquiet
promove o intercâmbio e a imersão de escritores norte-americanos na
cultura portuguesa, tendo já desenvolvido, em edições anteriores,
atividades nos Açores subordinadas à partilha e à simbiose de
patrimónios identitários.Durante a estadia
nas ilhas das Flores e do Corvo, a anfitriã da iniciativa será Gabriela
Silva, membro da rede de parceiros voluntários do projeto das
comemorações dos 600 anos da Descoberta dos Açores, de acordo com a
Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares.Ainda
segundo divulgou o Governo açoriano, a responsável será coadjuvada por
Onésimo Teotónio de Almeida e por Leonor Simas-Almeida, que irão guiar o
grupo de escritores norte-americanos "num mergulho profundo na cultura
daqueles territórios e das suas comunidades, promovendo a partilha de
visões sobre o que é ser açoriano e sobre a verdadeira essência dos
Açores".