Requalificação da lagoa artificial do Caldeirão Grande custou 1ME
6 de mar. de 2023, 17:05
— Lusa
“Quero deixar uma palavra de grande
congratulação pela realização, finalmente, desta obra, essencial no
quadro da sustentabilidade e da gestão de água para distribuir à nossa
agricultura. Foi um investimento muito significativo que creio que cala
fundo os empresários agrícolas”, afirmou aos jornalistas o presidente do
executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro.O
líder regional falava na cerimónia de inauguração da requalificação da
lagoa artificial do Caldeirão Grande, localizada na freguesia das Sete
Cidades, na ilha de São Miguel.Inaugurada
em 2008, a lagoa do Caldeirão Grande, destinada a abastecer a
agricultura, foi destruída pelo mau tempo em dezembro de 2020.José
Manuel Bolieiro considerou que a infraestrutura representa uma
“oportunidade de gestão” para a “racionalização de água” na ilha de São
Miguel.“São Miguel é uma ilha que tem
muita água. O nosso problema é gerir essa água para os períodos de
fenómenos extremos, também fruto das alterações climáticas, com períodos
de pluviosidade extrema e de seca acentuada. É preciso fazer estes
reservatórios para garantir a sua distribuição”, salientou.O
líder regional avançou que os agricultores vão poder concorrer a verbas
do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para assegurar o
abastecimento de água.“Estamos sempre a
avançar, não apenas reativamente, mas também proativamente. Daí que,
também hoje, tive oportunidade de anunciar que este ano há possibilidade
de as explorações agropecuárias tratarem do seu próprio abastecimento
de água com candidaturas ao PRR”, realçou.Na
cerimónia, o presidente do Instituto Regional de Ordenamento Agrário
(IROA) detalhou que o investimento de cerca de um milhão de euros vai
permitir aumentar a capacidade de lagoa em 15 mil metros cúbicos,
ficando assim disponíveis 47 mil metros cúbicos “prontos a serem
utilizados”.Hernâni Costa afirmou que a
requalificação vai “aumentar a robustez da infraestrutura, potenciar a
rede existente” e assegurar uma “maior continuidade e regularidade do
abastecimento” de água.O responsável pela
empresa pública regional lamentou que o IROA tivesse sido “excluído” do
PRR por parte do anterior Governo dos Açores, liderado pelo PS.“Foi
uma pena no anterior executivo o IROA ter sido excluído do PRR porque
nós teríamos sido uma mais-valia para a região. Já comprovámos que temos
uma elevada capacidade de execução dos fundos comunitários”, afirmou.