Requalificação da frente marítima de Lagoa reconhecida como Ação de Relevante Interesse Público
Hoje 14:30
— Lusa/AO Online
De
acordo com o despacho assinado pelos secretários regionais da
Agricultura e Alimentação, António Ventura, do Mar e das Pescas, Mário
Pinho, e do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, a intervenção em
causa, da Câmara Municipal da Lagoa, na ilha de São Miguel, visa o
reordenamento e proteção da orla costeira, bem como a requalificação
urbana e mobilidade e a requalificação da frente marítima.O
projeto incide sobre os troços da frente marítima do Portinho de São
Pedro, das piscinas naturais e complexo municipal e do troço que liga a
zona das piscinas à Rua dos Biscoitos, segundo o despacho.O
local de intervenção está abrangido pelo Plano de Ordenamento da Orla
Costeira da ilha de São Miguel (POOC) e pelo Plano Diretor Municipal da Lagoa (PDM), sobrepondo-se a zonas classificadas como áreas naturais e
culturais, áreas edificadas em zona de risco, ameaçadas por galgamentos
ou inundações costeiras e espaços urbanos consolidados, é referido ainda
no despacho consultado pela agência Lusa.Por
outro lado, o local a intervencionar está também integrado na Reserva
Ecológica, incluindo zonas ameaçadas pelo mar, faixas terrestres e
marítima de proteção costeira e cursos de água, onde as intervenções
pretendidas são interditas.No entanto, a
intervenção pretendida "é compatível" com o regulamento do POOC,
designadamente por se tratar de "obras de estabilização e, ou,
consolidação das arribas e defesa costeira, e a construção de edifícios
ou de acessos a equipamentos ou infraestruturas de interesse público,
desde que a sua localização seja criteriosamente estudada e analisados e
minimizados os respetivos impactes ambientais".Nessa
medida, o Governo Regional reconhece como ação de
relevante interesse público o projeto de execução da requalificação da
frente marítima de Lagoa, localizado no concelho da Lagoa, na ilha de
São Miguel, tendo em conta "a sua importância e que a mesma não poderá
ser realizada em áreas não integradas na Reserva Ecológica", segundo o
despacho.