“Repugna-me que possa haver quem tenha medo de assumir as suas posições”
16 de jan. de 2019, 10:18
— Lusa/AO Online
A
notícia foi avançada pelo jornal online Observador e, contactado pela
Lusa, o ex-presidente do Governo Regional dos Açores assume a ideia como
sua.“A ideia é
minha e tem a ver com a responsabilidade que têm os conselheiros
nacionais. Tal como no parlamento, somos eleitos para defendermos as
nossas posições e assumi-las perante os nossos eleitores. Não faz
sentido que, numa questão política de tal relevância, se recorra ao voto
secreto”, defendeu.Em
causa na quinta-feira estará a votação de uma moção de confiança à
direção do partido, apresentada pelo presidente do PSD, Rui Rio, depois
de o antigo líder parlamentar Luís Montenegro o ter desafiado para
diretas antecipadas, repto que rejeitou.Para
Mota Amaral, na votação da moção de confiança “deve chamar-se cada
conselheiro” e cada um dirá “sim ou não” à aprovação da moção de
confiança.“Vou
apresentar esse requerimento, já me chamaram a atenção que não está
previsto no regulamento, mas repugna-me a ideia que possa haver no PSD
quem não tenha coragem, quem tenha medo de assumir as suas posições.
Isso não é próprio de gente do PSD, do partido de Sá Carneiro,
envergonha-me como social-democrata”, afirmou Mota Amaral, apoiante de
Rui Rio.Questionado
sobre esta iniciativa, o presidente do Conselho Nacional do PSD, Paulo
Mota Pinto, reiterou à Lusa o que já tinha dito na véspera.“Não
me pronuncio sobre nenhuma questão relativa à condução dos trabalhos e à
votação, por respeito ao Conselho Nacional, a não ser perante o
Conselho Nacional já reunido”, afirmou.O
regulamento do Conselho Nacional estabelece que as votações neste órgão
se realizam por braço no ar, com exceção de eleições, deliberações
sobre a situação de qualquer membro do Conselho Nacional e “deliberações
em que tal seja solicitado, a requerimento de pelo menos um décimo dos
membros do Conselho Nacional presentes”.Dirigentes
distritais e deputados já tinham exigido uma clarificação sobre a forma
de votação, que defendem ter se ser secreto uma vez que a comissão
política nacional foi eleita por este método.