Republicanos tentam bloquear vacinação obrigatória pretendida por Biden

Covid-19

9 de dez. de 2021, 12:49 — Lusa/AO Online

Todos os senadores republicanos, a que se juntaram dois democratas de estados conservadores, votaram a favor de um texto contra a ordem executiva anunciada pelo Presidente dos Estados Unidos em setembro, que exige que os funcionários de empresas com mais de 100 trabalhadores sejam vacinados contra a covid-19.Esta medida, que deveria entrar em vigor em 04 de janeiro, mas está suspensa por ordem judicial, tem causado tumulto, num país em que o governo central é visto com suspeita pelos conservadores."A absurda exigência de vacinas do Presidente Biden é um abuso de poder", disse o líder republicano do Senado, Mitch McConnell, citado pela agência France-Presse (AFP).Tal como McConnell, muitos republicanos dizem apoiar a vacina, mas opõem-se ao seu uso obrigatório."Sou contra qualquer obrigação de vacinação imposta pelo Estado a empresas privadas", disse Joe Manchin, senador da Virgínia Ocidental, um dos dois democratas que apoiaram a iniciativa.O texto tem poucas hipóteses de sucesso: ainda tem de ser validado pela Câmara dos Representantes, onde os Democratas têm a maioria, antes de chegar a Biden, que pode vetá-lo.Enquanto continua o braço-de-ferro entre o Governo e os tribunais, a cidade de Nova Iorque decidiu impor a vacinação no seu território.O autarca de Nova Iorque, Bill de Blasio, anunciou na segunda-feira que, a partir de 27 de dezembro, todos os trabalhadores do setor privado estarão sujeitos a vacinação obrigatória contra o novo coronavírus, que já matou mais de 790.000 pessoas nos Estados Unidos.A medida vai ainda mais longe do que no caso da obrigatoriedade de vacinação determinada por Biden, apenas para os funcionários das empresas com mais de 100 pessoas.A medida do Presidente norte-americano obriga milhões de trabalhadores a serem vacinados contra a covid-19 até 04 de janeiro, sob pena de serem submetidos a testes com frequência.O texto, para já suspenso pelos tribunais, deixa ao empregador a liberdade de tomar as medidas que considerar apropriadas, incluindo medidas disciplinares, contra aqueles que se recusarem a ser vacinados e testados regularmente.De acordo com o texto, as empresas que não cumpram esta obrigação estão sujeitas a uma multa entre 13.000 e 136.000 dólares (11 mil a 119 mil euros).