Republicanos começam hoje a formalizar candidatura presidencial de Trump
24 de ago. de 2020, 10:03
— Lusa/AO Online
No evento, que se prolonga por quatro dias sob
o lema ”Honrar a Grande História Americana”, participam importantes
apoiantes de Donald Trump e membros da sua família bem como
representantes do que o Comité Organizador, liderado por Marcia Lee
Kelly, designa como “maioria silenciosa”.O
Comité Organizador da convenção espera a presença de cerca de 50 mil
visitantes ao longo dos quatro dias, incluindo naquele número delegados,
convidados especiais e imprensa, para qual foram registados 15 mil
profissionais da comunicação social. O
primeiro mandato de Donald Trump foi marcado por ruturas com as
políticas do seu antecessor na Casa branca, o democrata Barack Obama, e
seguindo, no plano externo, uma política isolacionista e conflituosa com
aliados, rasgando acordos internacionais e procurando impor a visão da
‘pax americana’ num mundo em contínua convulsão social e política.Sem
qualquer experiência política anterior, Trump beneficiou na eleição de
2016 do amplo protesto do eleitorado contra o tradicional sistema
bipartidário norte-americano em Washington, que caracterizou como um
“pântano que precisava de ser drenado”O
empresário e estrela de televisão Donald Trump ganhou as eleições
presidenciais aos 70 anos, sem ter exercido nenhum cargo político, o que
demonstrou uma certa aversão dos eleitores ao sistema político, mas
também a adesão a uma campanha com características populistas, que os
especialistas acreditam que favorece ditaduras e dirigentes
autoritários.O exercício do mandato
presidencial foi marcado mais por voluntarismo do que por concertação e a
via preferida para a desempenhar foi privilegiando a rede social
Twitter.Em 2020, os muito participados
protestos nas ruas durante dezenas de dias consecutivos depois da morte
do cidadão negro George Floyd em custódia policial provaram a revolta
contra o racismo institucionalizado nos EUA e contra a violência
policial, mas as suas intervenções mereceram a condenação, tanto interna
como externamente.Durante os últimos
anos, Trump defendeu-se de retratos negativos nos ‘media’ com acusação
de ‘fake news’ (notícias falsas) ou ‘hoax’ (farsa) que fizeram uma
grande parte dos órgãos de comunicação social enfatizarem as falhas da
Presidência.As relações externas
acumularam tensões durante o primeiro mandato. Desde cedo, foram várias
as organizações internacionais a denunciar a falta de cooperação
norte-americana nas alianças multilaterais, como a Organização das
Nações Unidas (ONU) e os seus vários órgãos.Em
2017, o Presidente confirmou oficialmente a decisão dos EUA de sair do
Acordo de Paris (assinado em 2015) sobre as alterações climáticas. No
ano seguinte, os EUA abandonaram o Conselho de Direitos Humanos da ONU e
anunciaram a desvinculação do Acordo Nuclear com o Irão.Este ano, o país cortou laços com a Organização Mundial de Saúde (OMS).Desde
o início do ano, Donald Trump considera a China como inventora da
pandemia de covid-19, que já matou mais de 790 mil pessoas em todo o
mundo, e insiste em chamar o novo coronavírus de “vírus da China”.Ainda assim, o Presidente tem desvalorizado o intenso impacto provocado nas vidas dos cidadãos e trabalhadores.Em
matéria de relações bilaterais, os Estados Unidos têm levado a cabo uma
guerra comercial com a China, prejudicando a economia mundial.A
administração norte-americana conseguiu uma aproximação com o regime da
Coreia da Norte em 2018, mas a iniciativa degradou-se e aparenta estar
num beco sem saída.Trump, que proferirá no
último dia de trabalhos o discurso de aceitação, concorre ao segundo
mandato tendo novamente a seu lado o vice-Presidente Mike Pence, e
defronta nas urnas a escolha democrata liderada por Joe Biden, que
apresenta como candidata à vice-Presidência a afro-americana Kamala
Harris.