República tornou SSM “mais burocrático e difícil de usar”
6 de mar. de 2026, 10:09
— Ana Carvalho Melo
Em
nota enviada à comunicação social, o CDS-PP Açores revela que a nova
plataforma, ao contrário do que foi anunciado, “em vez de simplificar,
introduziu mais burocracia, mais exigências, mais obstáculos e mais
tempo de espera para o reembolso num mecanismo que deveria ser simples,
rápido e eficaz”.“A realidade é que, apesar de, em determinados
períodos, existirem filas nas estações dos CTT, muitos açorianos
recebiam o reembolso na hora. Hoje, com a nova plataforma, os pedidos
dependem de validações digitais e podem demorar vários dias até serem
processados e pagos”, alerta o partido.O partido refere que a nova
lógica de cálculo do subsídio também altera profundamente o espírito do
regime, ao dividir, na prática, o teto elegível da viagem em duas
metades. “O CDS-PP sempre se opôs à fixação de um teto máximo para o
custo elegível das viagens, precisamente porque este limite poderia vir a
penalizar os passageiros em determinados contextos”, afirma, e
acrescenta: “ao separar artificialmente a ida e o regresso, o sistema
agrava esse problema e pode penalizar passageiros cujas viagens tenham
preços desproporcionais em cada trecho. O resultado é simples: há
passageiros que podem passar a receber menos subsídio ou até pagar
mais.” Neste contexto, o CDS-PP afirma: “O que estas alterações revelam é uma preocupante falta de conhecimento da realidade insular”.