República dá continuidade às Capitais Portuguesas da Cultura

Hoje 09:21 — Ana Carvalho Melo

“O caminho percorrido, os resultados alcançados e a confiança construída com os territórios tornaram claro que a Capital Portuguesa da Cultura deve afirmar-se como uma estratégia com continuidade, capaz de consolidar o trabalho desenvolvido e de aprofundar o seu impacto ao longo do tempo. Nesse sentido, é com muito gosto que posso finalmente anunciar que o Governo decidiu dar vida para além de 27 à iniciativa Capital Portuguesa da Cultura e, muito brevemente, abrirá as candidaturas para que possamos ter Capital Portuguesa da Cultura em 2028 e em 2029”, anunciou Margarida Balseiro Lopes na sessão que assinalou a abertura de Ponta Delgada Capital da Cultura (PDL26).Para a governante, esta decisão é uma “visão que reforça a confiança que temos na capacidade dos territórios” e que visa “manter ativa uma dinâmica que estimule a criação artística, que aproxime públicos e convoque cidades de diferentes escalas para o projeto do mundo”. O objetivo final é garantir que a Cultura continue a ser um instrumento de acesso e desenvolvimento em todo o território nacional, deixando legados permanentes.Ainda na sua intervenção, Margarida Balseiro Lopes reconheceu os desafios específicos dos Açores enquanto região ultraperiférica, tendo recordado que, por essa razão, o Governo da República decidiu aplicar uma majoração de 30% no apoio financeiro ao projeto, visando mitigar os custos da insularidade e assegurar que o território é tratado com equidade.Ponta Delgada acolhe Fórum Cultura em abrilA ministra da Cultura anunciou ainda que a terceira edição do Fórum Cultura decorrerá em Ponta Delgada, nos dias 27 e 28 de abril, explicando que este encontro nacional visa promover o diálogo direto com o setor cultural e debater as prioridades das políticas públicas.Segundo Margarida Balseiro Lopes, após edições em Lisboa e no Porto, a escolha de Ponta Delgada reflete uma “vontade clara de estar presente, reforçar a participação e contribuir ativamente para que esta Capital Portuguesa da Cultura seja vivida de forma plena por todos”.