Reposta operacionalidade do Porto das Lajes das Flores após furacão Lorenzo
21 de out. de 2022, 12:17
— Lusa/AO Online
O molhe
do porto das Flores, o único porto comercial da ilha, ficou destruído na
sequência da passagem do furacão Lorenzo, em outubro de 2019,
originando constrangimentos no abastecimento à população."Com
a operacionalização da ponte-cais, mantendo-se sempre especial atenção
às condições oceano-meteorológicas locais, o porto das Lajes das Flores
volta a poder operar, com segurança, navios de comprimento até 130
metros e com calado até 6,5 metros", informa a Portos dos Açores, num
comunicado enviado às redações.A empresa
adianta que "atracou hoje, pela primeira vez", o navio da Transinsular, o
“Monte da Guia”, no lado sul da ponte-cais, o que "repõe e garante os
padrões de funcionamento portuário anteriormente existentes, minimizando
muito os riscos desta operação".Segundo a
empresa responsável pela gestão portuária na região, "estão reunidas as
condições para realizar operações mais eficientes e seguras" no porto
das Lajes das Flores, ainda que "continuem sujeitas a articulação com as
restantes empreitadas" que decorrem e "condicionadas" às condições
meteorológicas.A empresa açoriana explica
que a conclusão da nova ponte-cais consiste "numa fase intermédia" da
empreitada de construção do novo molhe principal do porto, que tem
"elevada complexidade técnica e permanente exposição às desafiantes"
condições atmosféricas.De acordo com a
empresa, o projeto do porto para repor "definitivamente" a capacidade
portuária da infraestrutura das Lajes das Flores "tem previsão de
lançamento de procedimento concursal no primeiro trimestre de 2023" e a
obra deverá ficar concluída "até final de 2028".A
Portos dos Açores recorda que, na sequência da passagem do furacão
Lorenzo, em 01 e 02 de outubro de 2019, a ilha das Flores, "ficou
gravemente afetada na sua capacidade portuária e sustentação logística".Por
esse motivo, ficou também "condicionado todo o grupo ocidental" (Flores
e Corvo), na sequência da destruição do molhe, cais aderente, edifício
logístico, pavimento do terrapleno e equipamento portuário, acrescenta.Numa
fase inicial, e para garantir "o indispensável funcionamento do porto e
reabastecimento de emergência à comunidade local, embora com a
operacionalidade muito limitada", a Portos dos Açores, em articulação
com as autoridades locais, assegurou de "imediato um conjunto de
trabalhos de emergência" na infraestrutura portuária, o que permitiu
"atracações, movimentos e sustentação logística portuária", refere
ainda.Em julho, o Governo dos Açores
indicou que o projeto de reordenamento e de construção do novo molhe
principal do porto das Lajes das Flores permitirá triplicar a capacidade
de acostagem e assegurar novas condições de operacionalidade.Na
apresentação do novo molhe principal do porto das Flores à população, a
secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta
Cabral, sublinhou, na ocasião, que se trata da “obra mais importante
deste Governo”.Segundo o executivo
açoriano (PSD/CDS-PP/PPM), o projeto de reordenamento do porto e de
construção do novo molhe "permitirá praticamente triplicar a capacidade
de acostagem".Vai ainda garantir "novas e
melhoradas condições de operacionalidade e um incremento substancial na
capacidade de resposta de toda a infraestrutura portuária".