Reposição de antenas do SIRESP destruídas custa seis milhões de euros
Mau tempo
Hoje 12:22
— Lusa/AO Online
Em
audição na Comissão parlamentar dos Assuntos
Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, António Leitão Amaro
admitiu que existiu uma falha do SIRESP aquando da tempestade Kristin.O
ministro salientou que, ao contrário de ocasiões como o apagão, a falha
deveu-se à "destruição física de antenas SIRESP", cuja reposição custa
"cerca de seis milhões de euros".O governante acrescentou que o investimento foi já aprovado pelo executivo.A 30 de janeiro, o comandante nacional da Autoridade Nacional de
Emergência e Proteção Civil (ANEPC) já tinha admitido a existência de
falhas pontuais na rede de comunicações de emergência e segurança do
Estado, ressalvando que estas foram colmatadas com recurso a estações
móveis."Obviamente que uma estação móvel
não tem a mesma capacidade que uma estação fixa", referiu Mário
Silvestre, ao adiantar que "algumas delas foram arrancadas pela base"
durante a passagem da depressão Kristin por Portugal continental.No
apagão de abril do ano passado, o SIRESP também falhou e na altura o
Governo criou um grupo de trabalho para "a substituição urgente" desta
rede de comunicações, cujo relatório foi, segundo fonte ligada ao
processo, concluído em janeiro.Em 2026, a
empresa Siresp SA, que gere o SIRESP, vai receber uma indemnização
compensatória de 26 milhões de euros para garantir a gestão, operação e
manutenção da rede, um valor idêntico ao dos anos anteriores, anunciou,
em 30 de janeiro, o Governo.Caso
entretanto seja criada uma outra entidade para gerir a rede de
comunicação, a indemnização compensatória aprovada em 29 de janeiro em
Conselho de Ministros será transferida, precisou então à Lusa fonte
ligada ao processo.