Renda mediana de novos contratos de arrendamento sobe 10,6% no 4.º trimestre de 2022
29 de mar. de 2023, 12:09
— Lusa/AO Online
Segundo os
dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), de outubro a dezembro
do ano passado foram celebrados 22.628 novos contratos de arrendamento,
menos 3,3% do que no mesmo trimestre de 2021.Em cadeia, face ao trimestre anterior, a renda mediana do último trimestre de 2022 aumentou 5,3%.No
período em análise, o número de novos contratos de arrendamento foi
3,3% menor do que o registado no mesmo trimestre de 2021 (23.394 novos
contratos) e 6,5% inferior ao do trimestre anterior.Face
ao trimestre anterior, a renda mediana aumentou em 19 das 25
sub-regiões NUTS III, tendo decrescido nas sub-regiões do Alentejo
Litoral (-13,4%), Alto Alentejo (-9,0%), Douro (-3,3%), Alto Tâmega
(-2,9%), Alentejo Central (-0,5%) e Região Autónoma da Madeira (-0,1%). O
maior acréscimo foi registado na Região Autónoma dos Açores (+26,1%),
seguindo-se, com valores acima de 10%, a Beira Baixa (+15,0%) e Tâmega e
Sousa (+11,2%). A renda mediana nas áreas metropolitanas de Lisboa
(+2,5%) e Porto (+4,2%) também aumentou.De
acordo com o INE, o valor das rendas situou-se acima do valor nacional
nas sub-regiões Área Metropolitana de Lisboa (10,38 euros por metro
quadrado (€/m2)), Algarve (8,06 €/m2), Área Metropolitana do Porto (7,62
€/m2) e Região Autónoma da Madeira (7,54 €/m2). Tal
como em anteriores trimestres, Terras de Trás-os-Montes (2,69 €/m2)
registou a menor renda mediana por m2 de novos contratos de
arrendamento.Já face ao período homólogo, a
renda mediana aumentou em todas as sub-regiões NUTS III, destacando-se,
com crescimentos superiores a 20%, Terras de Trás-os-Montes (+26,9%),
Baixo Alentejo (+22,7%), Médio Tejo (+22,6%) e Viseu Dão Lafões
(+21,1%).“No quarto trimestre de 2022,
todas as sub-regiões com valores medianos de rendas superiores ao
nacional – Área Metropolitana de Lisboa, Algarve, Área Metropolitana do
Porto e Região Autónoma da Madeira – registaram variações homólogas
superiores à observada para o conjunto do país”, detalha o INE.Analisando
os 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, de outubro a dezembro a
renda mediana por m2 de novos contratos de arrendamento aumentou nos 24
municípios com mais de 100 mil habitantes. Deste conjunto,
destacaram-se, com crescimentos homólogos superiores a 20%, três
municípios da Área Metropolitana de Lisboa: Oeiras (+23,9%), Lisboa
(+22,4%) e Cascais (+21,0%). O INE
salienta ainda, por apresentarem, simultaneamente, taxas de variação
homóloga da renda mediana por m2 e do número de novos contratos de
arrendamento superiores às do país, os municípios de Cascais (+21,0% e
-1,9%), Seixal (+18,1% e +2,5%), Setúbal (+15,0% e +7,1%), Sintra
(+12,4% e -2,0%) e Almada (+10,7% e -3,0%), Maia (+10,8% e -2,0%),
Guimarães (+15,1% e +4,7%) e Funchal (+12,8% e +19,8%).Por
outro lado, Gondomar (+10,3% e -10,8%), Odivelas (+6,2% e -11,9%) e
Loures (+9,4% e -9,3%) e Leiria (+10,3% e -7,7%) apresentaram variações
homólogas da renda mediana e do número de novos contratos de
arrendamento inferiores às do país. Nas
áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, e tal como em trimestres
anteriores, todos os municípios com mais de 100 mil habitantes, com
exceção de Santa Maria da Feira (5,08 €/m2) e Gondomar (6,62 €/m2),
registaram rendas medianas superiores à nacional, mas variações
homólogas diferenciadas. Assim, deste
conjunto de municípios das áreas metropolitanas, o INE destaca, com
valores de rendas superiores ao do país e taxas de crescimento homólogo
das rendas de novos contratos de arrendamento inferiores à referência
nacional, Odivelas (9,44 €/m2 e +6,2%), Loures (9,09 €/m2 e +9,4%) e
Vila Franca de Xira (7,95 €/m2 e +6,0%), todos da Área Metropolitana de
Lisboa.Tal como a maioria dos municípios
das áreas metropolitanas, o Funchal (8,93 €/m2 e +12,8%) também
apresentou renda mediana e variação homóloga superiores às nacionais.Analisando
os resultados dos últimos 12 meses terminados no segundo semestre de
2022, verifica-se que 37 municípios apresentaram rendas acima do valor
nacional (6,52 €/m2). Lisboa apresentou o
valor mais elevado (12,88 €/m2), destacando-se ainda, com valores
superiores a 8,00 €/m2: Cascais (12,58 €/m2), Oeiras (11,36 €/m2), Porto
(9,98 €/m2), Almada (9,49 €/m2), Amadora (9,48 €/m2), Matosinhos (9,03
€/m2), Odivelas (9,00 €/m2), Lagos (8,66 €/m2), Loures (8,54 €/m2),
Funchal (8,43 €/m2), Loulé (8,33 €/m2), Albufeira (8,22 €/m2), Seixal
(8,07 €/m2), Sintra (8,06 €/m2) e Tavira (8,04 €/m2).“O
padrão territorial das rendas por m2 de novos contratos de arrendamento
destacava, com valores superiores ao do país, todos os municípios da
Área Metropolitana de Lisboa, do Algarve (10 em 14 com informação
disponível) e da Área Metropolitana do Porto (5 em 17). Nas restantes
NUTS III, assinalam-se, com rendas superiores ao valor nacional, os
municípios do Funchal (8,43 €/m2), de Sines (7,63 €/m2) e de Aveiro
(6,88 €/m2)”, nota o INE. Segundo
acrescenta, o município de Lisboa registou o maior número de contratos
de arrendamento do país, 9.956 novos contratos celebrados nos últimos 12
meses, mais 4,3% que no período homólogo. Assinala-se ainda, com um
número de novos contratos superior a 2.500, o Porto (4.575), Sintra
(3.149) e Vila Nova de Gaia (2.894).