"Relógio do apocalipse" está a 90 segundos da meia-noite
25 de jan. de 2023, 08:50
— Lusa/AO Online
O anúncio foi feito em
conferência de imprensa pelo grupo dos especialistas que gere este
projeto simbólico desde 1947, o Boletim dos Cientistas Atómicos.O relógio foi adiantado em 10 segundos, fixando-se agora a 90 segundos da meia-noite, aproximando-se assim da hora fatídica.Segundo
os responsáveis, o novo horário do relógio também foi influenciado
pelas ameaças relacionadas com a crise climática e pelo colapso das
normas e instituições globais necessárias para mitigar os riscos
associados ao avanço das tecnologias e ameaças biológicas, como a
covid-19.Desde 2020, o relógio andou 100 segundos a partir da meia-noite, um recorde desde a sua criação.“Estamos
a viver numa época de perigo sem precedentes, e o relógio reflete essa
realidade. Noventa segundos para a meia-noite é o mais próximo que o
relógio já esteve da meia-noite e é uma decisão que os nossos
especialistas não tomam de ânimo leve", disse a presidente do Boletim
dos Cientistas Atómicos, Rachel Bronson.Criado após a Segunda Guerra Mundial, o relógio marcava inicialmente meia-noite menos 7 minutos.Em 1991, no final da Guerra Fria, foi acertado para a meia-noite menos 17 minutos. Em 1953, assim como em 2018 e 2019, marcava meia-noite menos 2 minutos.O
Boletim dos Cientistas Atómicos foi fundado em 1945 por Albert Einstein
e outros cientistas que trabalharam no projeto Manhattan, que produziu a
primeira bomba atómica durante a Segunda Guerra Mundial.