Relatório do Tribunal de Contas Europeu reforça reivindicações da FAA sobre POSEI

Hoje 15:03 — Filipe Torres

A Federação Agrícola dos Açores (FAA) vê reforçadas as suas reivindicações sobre a valorização dos produtos lácteos e a manutenção do POSEI, na sequência da divulgação, esta semana, do relatório da auditoria do Tribunal de Contas Europeu (TCE) ao Programa de Opções Específicas para fazer Face ao Afastamento e à Insularidade (POSEI).Segundo a nota de imprensa da FAA, o TCE concluiu que o setor do leite nos Açores “se manteve competitivo e com níveis estáveis de produção e exportação”, por via do POSEI, mas alertou que “a sustentabilidade a longo prazo está comprometida por desafios ambientais, climáticos e demográficos que afetam de forma particular as regiões ultraperiféricas” e destacou a necessidade de reforçar a valorização dos produtos lácteos.De acordo com a auditoria, a resposta do POSEI às necessidades das regiões ultraperiféricas foi “insuficiente”, tendo ajudado a manter os setores de diversificação animal e vegetal, mas com “resultados globalmente modestos”. O relatório recomenda, por isso, que a ajuda “seja reforçada”.O presidente da FAA, Jorge Rita, tem defendido a manutenção e o reforço do POSEI, rejeitando a proposta da Comissão Europeia de integrar o programa nos fundos nacionais no próximo Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034. Jorge Rita alerta para os impactos desta proposta na agricultura açoriana, marcada pelo baixo rendimento dos agricultores, especialmente no setor do leite, onde persiste o receio de uma descida dos preços à produção.Ainda segundo a nota da Federação Agrícola dos Açores, no global, o relatório do Tribunal de Contas Europeu reconhece os desafios enfrentados pelos agricultores açorianos e dá corpo às reivindicações da FAA, que espera que as conclusões sejam consideradas pela Comissão Europeia e pelas entidades nacionais e regionais, “num momento  em que se jogam todos os argumentos para garantir a estabilidade do setor”.De recordar que o TCE alertou ainda para o  baixo apoio adicional atribuído aos jovens agricultores nos Açores: 3% do orçamento, quando nas Canárias é de 11%.