Relação rejeita afastamento de juiza pedido por advogada acusada nos Açores
8 de mai. de 2019, 10:59
— Lusa/AO Online
A advogada
está acusada de ter ficado com parte do valor de uma indemnização dos
seus clientes, num processo que envolve três pescadores do Pico
abalroados em 2004 por um navio da National Geographic.Os
pescadores, que foram resgatados, viriam a ser indemnizados pelo
armador, mas a advogada que os defendia terá ficado com grande parte do
dinheiro.Na terça-feira completou-se 15
anos desde o abalroamento, sendo que o início do julgamento deste caso
tem sido sucessivamente adiado. A primeira
audiência esteve agendada para 28 de janeiro, mas foi adiada porque a
arguida apresentou um requerimento no próprio dia do julgamento a
indicar a troca de defensor.Já no início
de fevereiro o Tribunal voltaria a adiar pela segunda vez o julgamento,
uma vez que a advogada da arguida não compareceu e apresentou uma
“justificação de não comparência que não foi aceite pela juíza”.Em
março, a arguida deu entrada com um pedido de recusa de juíza, alegando
falta de imparcialidade por parte da magistrada na condução do
processo, mas o Tribunal da Relação de Lisboa acabaria por rejeitar "na
totalidade" os argumentos da arguida e decidiu manter a mesma juíza,
segundo disse à agência Lusa a mesma fonte.De
acordo com a fonte ligada ao processo, "por acórdão, de 02 de maio, do
Tribunal da Relação de Lisboa, foi indeferido o pedido de recusa da
juíza deste processo apresentado pela arguida, tendo sido agendado para
31 de maio nova data para o início do julgamento".A arguida nunca compareceu em nenhuma audiência de julgamento agendada.