Reitor de Fátima quer apoio a refugiados durável e “não fruto de emoção passageira”
Ucrânia
11 de mar. de 2022, 17:52
— Lusa/AO Online
No
editorial do jornal Voz da Fátima do próximo domingo, dia 13, Carlos
Cabecinhas alude à existência de “irracionalidade na guerra, (…) que
nunca é solução, mas sim origem de inumeráveis problemas e dramas, que
deixa atrás de si um rasto de sofrimento e morte, de destruição e
desespero”.“A terrível sensação de
impotência diante do sofrimento das vítimas desta guerra pode
empurrar-nos para a indiferença (…) ou para o desespero”, escreve o
reitor, acrescentando: “vencer a indiferença significa não nos calarmos
diante da injustiça e da irracionalidade da guerra, mas também, e
sobretudo, sermos sensíveis às necessidades dos refugiados e generosos
para com as vítimas”.Carlos Cabecinhas
apela ainda à oração, lembrando que “o terço, a oração mais
insistentemente pedida por Nossa Senhora nas suas aparições da Cova da
Iria, é, por excelência, a oração da paz”.O
reitor do Santuário de Fátima, no seu texto, recorda, ainda, o
comentário teológico de então cardeal Joseph Ratzinger – depois Papa
Bento XVI – à terceira parte do Segredo de Fátima, no qual é defendido
que “a fé e a oração são forças que podem influir na história… a oração é
mais forte que as balas, a fé mais poderosa que os exércitos”.