Reino Unido liberta reclusas grávidas e mães acompanhadas dos filhos

Covid-19

1 de abr. de 2020, 14:47 — Lusa/AO Online

A medida, anunciada pelo ministério da Justiça britânico, vai abranger mulheres que passem numa avaliação e não sejam consideradas um risco para a sociedade. “Os diretores [das prisões] podem agora liberar temporariamente as prisioneiras grávidas para que possam ficar em casa e reduzir o contacto social, tal como todas as outras grávidas foram aconselhadas a fazer”, justificou o ministro, Robert Buckland.As autoridades já tinham tomado providências há vários dias para combater a propagação da pandemia covid-19 nas prisões, proibindo as visitas a prisioneiros e impondo medidas de distanciamento social nas celas.O número de casos confirmados de covid-19 nas prisões de Inglaterra e País de Gales mais que duplicou em três dias, para 55 reclusos no domingo, contra 27 casos na quinta-feira entre um total de 83.000 pessoas detidas nestas duas regiões.O número de guardas prisionais infetados também aumentou de cinco para 13 no mesmo período, num quadro de pessoal reduzido por 10% de membros atualmente em isolamento.O primeiro óbito nas prisões foi registado na passada quinta-feira, um homem de 84 anos com outros problemas de saúde.As diferentes regiões estão a tomar medidas diferentes, tendo o governo autónomo da Irlanda do Norte decidido soltar antecipadamente dezenas de prisioneiros, mas a primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, disse que esta será uma medida de último recurso. Na atualização dos dados feita na terça-feira, o Ministério da Saúde britânico indicou terem sido diagnosticadas 25.150 pessoas com covid-19 entre 143.186 pessoas testadas no Reino Unido, das quais 1.789 morreram, um aumento de 381 nas últimas 24 horas, o maior desde o início da pandemia.