Regularizados 151 profissionais de saúde que estavam precários no SRS
28 de abr. de 2025, 09:10
— Rafael Dutra
Os três hospitais do Serviço Regional de Saúde (SRS) já concluíram ou
encontram-se a concluir processos de regularização de 151 profissionais
de saúde que se encontravam com vínculos precários admitidos ao abrigo
de contratos covid-19.A informação foi revelada pelo Governo
Regional dos Açores em resposta a um requerimento do Chega enviado ao
parlamento regional açoriano.Neste documento, o executivo regional
explica que “na sequência da implementação do processo de regularização
extraordinária de contratos celebrados no âmbito da pandemia da doença
covid-19”, foi autorizada a regularização de 132 enfermeiros.Destes
enfermeiros, 73 são do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) e 59 do
Hospital do Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT), sendo que neste
hospital este processo já se encontra concluído relativamente a 35
enfermeiros, estando ainda a decorrer no que diz respeito a 24
enfermeiros.No entanto, o Governo dos Açores refere, através da
Secretaria Regional de Assuntos Parlamentares e Comunidades, que no
Hospital da Horta não foi solicitada a regularização de enfermeiros.Para
além de enfermeiros, foi autorizada a regularização de 19 técnicos
superiores das áreas de diagnóstico e terapêutica nos três hospitais da
Região.A grande maioria destes profissionais (14) são do HDES. Não
obstante, este processo “ainda não foi reportado como concluído pelo
Hospital”, é acrescentado na resposta ao requerimento.No HSEIT e no
Hospital da Horta procedeu-se à regularização de quatro e um técnicos
superiores das áreas de diagnóstico e terapêutica, respetivamente,
estando estes processos já concluídos.“Os departamentos do Governo
Regional competentes, autorizaram todas as solicitações de regularização
de pessoal, remetidas pelos Hospitais, que reuniam os pressupostos
estabelecidos nos n.ºs 1 e 2 artigo 11.º, do Decreto Legislativo
Regional n.º 2/2024/A, de 24 de junho, assim como as condições
necessárias ao recrutamento expressas no despacho do membro do Governo
Regional com competência em matéria de Finanças e Administração Pública,
a que alude o n.º 6 do artigo 11.º do atrás mencionado diploma, no caso
dos Hospitais EPER, com referência aos respetivos instrumentos de
regulamentação coletiva de trabalho”, lê-se no documento.O Governo
Regional indica que teve como “firme propósito” proceder à integração
nos quadros dos hospitais da Região “de todos os trabalhadores e pessoal
cujas situações encontravam-se abrangidas pela regularização
extraordinária de contratos celebrados no âmbito da pandemia da doença
covid-19”.De acordo com o executivo açoriano, tal integração
efetiva-se, pelas competentes entidades empregadoras, mediante a
celebração de um contrato individual de trabalho sem termo, com início
de vigência, para todos os seus efeitos legais, à data da sua
assinatura.