Regularização de contratos covid-19 concluída até final do ano
21 de nov. de 2024, 16:00
— Lusa/AO Online
O
PS/Açores alertou para a situação dos trabalhadores dos hospitais
da região contratados para o combate à pandemia de covid-19, que
deveriam estar integrados nos quadros, mas foram confrontados "com a
necessidade de se submeterem a novos concursos".Para
os socialistas, é "inadmissível que o Governo Regional permita a manutenção de situações que violam a legislação laboral em
vigor, obrigando trabalhadores que já deveriam estar integrados nos
quadros a submeterem-se a novos concursos". Na
resposta, a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social refere que
"o Governo Regional está a cumprir com os normativos do artigo 11.º do
Orçamento de 2024, aprovado por unanimidade por todos os partidos com
assento parlamentar", assinalando que "a contratação de qualquer
trabalhador ao abrigo do Código do Trabalho, para exercício de funções
nos hospitais, depende sempre da abertura de concurso".Numa
nota enviada às redações, a Secretaria Regional sustenta que é "falsa a
acusação do maior partido da oposição, de que haja qualquer violação da
lei nos contratos covid-19".A Secretaria
Regional vinca que está a honrar com o compromisso assumido publicamente
pelo Governo Regional, no sentido se serem integrados nos quadros do
Serviço Regional de Saúde os trabalhadores contratados a termo
resolutivo incerto no âmbito da pandemia da covid-19, após procedimento
concursal simplificado.Segundo o
executivo, os procedimentos que estão a ser adotados pelos hospitais e
Unidades de Saúde de Ilha (USI) para regularizar os contratos de
trabalho "são os previstos no art. 11.º do Orçamento para 2024" e
respeitam "os procedimentos legalmente previstos".De
acordo com a Secretaria Regional da Saúde, os vários serviços
encontram-se "em fases distintas para conclusão do processo até final
deste ano, conforme anunciado publicamente".Por
exemplo, na Unidade de Saúde de Ilha (USI) Flores, os contratos destes
trabalhadores "serão celebrados já a 25 de novembro". "Atendendo
ao número significativo de trabalhadores, cuja listagem dos mesmos se
encontra em fase de aprovação, o Hospital do Divino Espírito Santo
(HDES), em Ponta Delgada, é o que ainda requer maior morosidade na
conclusão do processo, nomeadamente pela verificação de habilitações
mínimas dos respetivos trabalhadores para a sua integração", lê-se na
nota.