Regulador aprova manutenção dos preços da luz a partir de 1 de julho
16 de jun. de 2023, 10:06
— Lusa/AO Online
Assim, destacou, “para os consumidores
domésticos que permaneçam no mercado regulado (969 mil clientes que
representavam 6,7% do consumo total em abril) ou que, estando no mercado
livre, tenham optado por tarifa equiparada, as tarifas de venda a
clientes finais em baixa tensão normal (BTN) não sofrem qualquer
alteração” em julho, comparando com este mês.Segundo
a ERSE, “face ao preço médio de 2022, os consumidores observam, em
2023, um acréscimo de 1,0% no preço de venda final”, indicando que “este
acréscimo é inferior ao previamente anunciado para este ano, de 3,3%,
devido à redução que as tarifas de venda a clientes finais observaram em
abril de 2023”.De acordo com a ERSE,
irão, desta forma, manter-se os preços para um casal sem filhos
(potência 3,45 kVA [quilovoltampere], consumo 1900 kWh/ano
[quilowatts-hora]) em 36,62 euros, e para um casal com dois filhos
(potência 6,9 kVA, consumo 5000 kWh/ano) em 92,43 euros.Já
os consumidores com tarifa social "continuam a beneficiar de um
desconto de 33,8% sobre as tarifas de venda a clientes finais, de acordo
com o estabelecido pelo despacho do membro do Governo responsável pela
área da energia".O regulador indicou ainda
que, para a Região Autónoma dos Açores, os clientes em BTN terão uma
queda de 1,9% dos preços e, na Madeira, o preço irá descer 2,2%.A
ERSE, que já tinha divulgado a proposta em 28 de abril, disse que “a
presente fixação excecional das tarifas visa adequar a tarifa de energia
e as tarifas de acesso às redes às atuais condições de mercado”,
decorrendo, designadamente, “da atualização dos Custos de Interesse
Económico Geral (CIEG) associados à produção de eletricidade, e cujo
benefício para as tarifas de acesso às redes será menor do que o
inicialmente estimado” para este ano.