Regras de isolamento mais flexíveis nas escolas, máscaras e rastreios continuam
Covid-19
1 de set. de 2021, 11:52
— Lusa/AO Online
No
âmbito das medidas para as escolas de combate à pandemia de Covid-19,
no próximo ano letivo, turmas inteiras já não vão ser obrigadas a ficar
em casa durante duas semanas sempre que seja detetado um caso positivo,
como aconteceu a partir de abril, quando a DGS reviu o protocolo de
atuação para essas situações.As
orientações foram agora revistas, a duas semanas do início das aulas, e
vão ser mais flexíveis, uma vez que os contactos considerados de baixo
risco ou que testem negativo devem regressar à escola.Segundo
o referencial hoje publicado na página da DGS, em situação de 'cluster'
ou surto, as autoridades de saúde podem determinar o encerramento de
uma ou mais turmas ou zonas da escola, ou de todo o estabelecimento de
ensino.No entanto, acrescenta o documento,
"os contactos de baixo risco e/ou os contactos de contactos cujos
testes sejam negativos devem interromper o isolamento profilático,
retomando a respetiva atividade letiva".Esta
é a principal novidade para o próximo ano letivo, que arranca entre 14 e
17 de setembro com uma particular atenção para a recuperação das
aprendizagens afetadas durante a pandemia de Covid-19, um trabalho para o
qual a DGS diz ser também sensível. Por
isso, no mesmo documento, refere-se ainda que as regras do próximo ano
não deverão pôr em causa "a frequência de atividades de apoio à
recuperação de aprendizagens", como o apoio tutorial específico,
disciplinas opcionais, regimes articulados ou o desporto
escolar. As novas orientações
mantêm a grande maioria das regras de segurança sanitária, incluindo a
utilização obrigatória de máscara a partir dos 10 anos e "fortemente
recomendada" para os mais novos, a partir do 1.º ciclo.À
semelhança do que aconteceu no ano letivo passado, quando as escolas
reabriram em abril, vai também repetir-se a realização de rastreios
antes do início das aulas, que vão abranger os professores e
funcionários de todos os níveis de ensino e os alunos a partir do 3.º
ciclo.Esses rastreios serão feitos em três
fases: até ao final da primeira semana de aulas, serão testados os
profissionais das escolas, num exercício que começa a 06 de setembro e
termina no dia 17. Seguem-se os alunos do secundário nas duas semanas
seguintes, entre 20 de setembro e 01 de outubro, e finalmente os alunos
do 3.º ciclo, entre 04 e 15 de outubro.Além
destas medidas, o distanciamento físico sempre que possível, a
organização dos alunos em “grupos bolha”, a preferência por atividades
ao ar livre e a definição de circuitos são algumas de outras regras a
que as escolas já se habituaram no ano passado e que deverão manter.No
próximo ano letivo, uma parte significativa dos alunos já estará
vacinada contra a Covid-19, depois de a DGS ter recomendado a vacinação
das crianças e jovens a partir dos 12 anos, no entanto, as novas
orientações não fazem qualquer distinção.Assim,
com cerca de 75% dos jovens entre os 12 e os 17 anos atualmente já
vacinados com a primeira dose, todos cumprirão as mesmas regras de
isolamento, utilização de máscara ou testagem.