Registadas 345 ocorrências de socorro em trilhos desde 2021
Hoje 10:46
— Ana Carvalho Melo
O Governo Regional registou 345 ocorrências de socorro em trilhos desde 2021, mas admite não conseguir apurar quantas aconteceram em percursos não homologados.Os dados constam da resposta a um requerimento do Grupo Parlamentar do Chega. Segundo o documento, entre 2021 e 2025 o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) registou 306 ocorrências: 47 em 2021, 49 em 2022, 62 em 2023, 81 em 2024 e 67 em 2025. Em 2026, até à data de extração dos dados, somavam-se mais 39 casos, num total de 345.O executivo reconhece, no entanto, que o sistema de registo operacional não classifica o local da ocorrência em função da homologação do percurso. Por essa razão, não é possível distinguir as situações ocorridas em trilhos homologados das que tiveram lugar em trajetos não homologados sem uma análise individual de cada caso e o cruzamento com a informação da rede oficial.No período entre 2021 e 2025, São Miguel e Pico lideram, com 115 ocorrências cada. A Terceira surge em terceiro lugar, com 34.Na resposta, o Governo afirma que a segurança da Rede Regional de Percursos Pedestres assenta numa abordagem integrada, que combina monitorização, manutenção, sinalização, prevenção, informação ao utilizador, georreferenciação e capacitação das entidades de socorro.Um dos instrumentos é o Plano Rápido de Intervenção e Socorro (PRIS), tendo a Direção Regional do Turismo promovido um programa de formação sobre o PRIS e a resposta a emergências em trilhos, que abrangeu até agora 157 bombeiros nas ilhas de São Jorge, Pico, Faial, Flores e Corvo. São Miguel e Terceira não foram incluídas.Quanto aos trajetos informais, o Governo diz apostar na prevenção, na orientação dos utilizadores para a rede oficial e em intervenções direcionadas nos locais de maior risco.O exemplo apontado é o acesso informal à cascata das Lombadas, em São Miguel. Perante a crescente divulgação do local em plataformas digitais e o consequente aumento da procura, a Direção Regional do Turismo articulou-se com os Bombeiros da Ribeira Grande para pedir a remoção de referências que pudessem incentivar acessos de risco, nomeadamente no Google Maps e no Wikiloc. No mesmo local, foi reforçada a informação de alerta e perigo nos principais acessos, complementada por medidas para dissuadir a utilização de caminhos informais.