Regime de apoios culturais nos Açores acolheu “contributos” do MOVA
Hoje 11:10
— Lusa/AO Online
Questionada
pela agência Lusa sobre a posição do Movimento pela Arte e Cultura nos
Açores (MOVA), que pediu um “esclarecimento urgente” relativo a forma
como será determinado o financiamento das candidaturas ao regime
jurídico de apoios a atividades culturais, Sofia Ribeiro afirmou que
recebeu o email no mesmo dia que a comunicação social e ainda não teve
“tempo de pronunciamento”.O Mova, em
comunicado, alertou para a “falta de clareza e
inconsistências que estão a gerar confusão no setor cultural” dos
Açores.Sofia Ribeiro, por sua vez,
recordou que se está “perante um novo regulamento de apoio às atividades
culturais que resultou de um processo em que houve uma consulta
pública”.A titular da pasta da Cultura
salvaguardou que, “na sequência da consulta pública, foram recolhidos os
contributos de muitos dos agentes culturais e, em especial, do MOVA”.A
responsável política ressalvou que, “na sequência dos seus apontamentos
e propostas, houve o cuidado de reunir com o movimento por duas vezes
para proceder a alterações e fazer uma convergência entre a proposta
inicial de regulamento, precisamente com as propostas apresentadas”.Recordou
que “a mais emblemática foi a criação de patamares de apoio, que não
existiam anteriormente”, e adiantou que, “neste regime, que é
implementado pela primeira vez, faz-se uma distinção entre o
processamento do apoio, feito por patamares e a própria avaliação”.Num
diploma de 2024 e que “só nas candidaturas de 2026 está a ser
implementado”, Sofia Ribeiro referiu que este foi o “processo mais
participado de sempre de um diploma regulamentar na cultura”. Na
sequência de um pedido de reunião do MOVA, Sofia Ribeiro refere
acrescentou: “sempre estivemos disponíveis para reunir com os vários
agentes culturais”, estando-se a “cumprir com o que está disposto no
decreto regulamentar regional”.No
comunicado, o MOVA alertou para a “falta de clareza e inconsistências
que estão a gerar confusão no setor cultural” dos Açores.Citando
“vários agentes do setor”, referiu que os emails de notificação do
resultado da avaliação “começaram a ser enviados de forma faseada e sem
critério claro, não tendo sido comunicados simultaneamente a todos os
candidatos”.De acordo com os subscritores
do comunicado, esta situação “criou um ambiente de especulação e
desigualdade de acesso à informação num momento particularmente sensível
do processo”.Perante esta situação, foi
solicitado à Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto e à
Direção Regional da Cultura um esclarecimento urgente sobre os critérios
de comunicação adotados e sobre a forma como será determinado o
financiamento efetivo das candidaturas avaliadas”, concluiu a nota.