Região tem níveis “mais elevados” de pobreza e desigualdade social do país
Açores/Eleições
22 de out. de 2020, 17:45
— Lusa/AO Online
“Dedicamos o
dia às questões ligadas à pobreza, às desigualdades sociais numa região
com níveis de elevados de risco de pobreza, praticamente 32%, muito
acima do nível nacional, e com maiores níveis de desigualdade social,
que é gritante”, declarou o candidato do BE/Açores por São Miguel e pelo
círculo de compensação após uma visita Santa Casa da Misericórdia Santa
Cruz das Flores.António Lima defende não
só uma estratégia de combate à pobreza que “tenha efeitos a longo prazo
mas, no imediato, medidas que atenuem e combatam a pobreza e garantam
condições de vida decentes para quem está em situação de maior
fragilidade”.De acordo com o Inquérito às
Condições de Vida e Rendimento, do Instituto Nacional de Estatística,
realizado em 2019, sobre rendimentos do ano anterior, 17,2% dos
portugueses estavam em risco de pobreza em 2018, menos 0,1 ponto
percentual do que em 2017. Nos Açores aumentou num ano o risco de pobreza e exclusão social, de 31,5% em 2017 para 31,8% em 2018.A
Região Autónoma dos Açores é a que voltou a apresentar um risco de
pobreza acima da média nacional, sendo mesmo a maior de todas as
regiões.O risco de pobreza nos Açores está nos 31,8%, quando em 2017 era de 31,5%.António
Lima defende um aumento de complemento regional de pensão, o denominado
“cheque pequenino”, para “um nível que permita às pessoas não estarem
em risco de pobreza, para que nenhum idoso receba menos de 438 euros,
que é o nível do indexante de apoios sociais, ou tendo creches gratuitas
para famílias que precisam”, visando combater os encargos e gerar mais
rendimento a quem trabalha.O dirigente
quer ainda “combater o trabalho informal, um problemas sério na região,
bem como a precariedade laboral, que atinge jovens e, com maior
gravidade, as mulheres”. Nas anteriores
legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que
se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do
segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP
(quatro mandatos).O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.Vasco
Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as
legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve
16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e
último mandato como chefe do executivo.