Região preocupada com "quebra constante" de população estudantil
2 de out. de 2020, 15:42
— Lusa/AO online
"A
maior preocupação reside na quebra constante do número de estudantes, de
cerca de menos 1.200 comparativamente ao ano transato, e menos 8.145 do
que quando assumi funções de secretário regional da Educação e Cultura
no começo do ano letivo de 2014/2015, o que significa uma quebra de
quase 20% em seis anos", disse Avelino Meneses.O
titular pela pasta da Educação na região falava no lançamento da
primeira pedra do novo edifício da Escola Básica e Integrada de Rabo de
Peixe, no concelho da Ribeira Grande, ilha de São Miguel, num
“investimento de 14 milhões e 300 mil euros correspondente a um edifício
de nove mil metros quadrados", que ficará dotado de "todas as
funcionalidades indispensáveis ao exercício de uma ação pedagógica de
mestria”, segundo sublinhou o governante.“Por
isso, com essas novas instalações, é de prever o reforço do contributo
desta escola de Rabo de Peixe para o desenvolvimento da educação nos
Açores”, vincou.O secretário regional da Educação reconheceu que a quebra constante do número de estudantes é "uma ameaça"."Uma
ameaça, porque o futuro dos Açores depende dos açorianos quando
reconhecidamente somos poucos e velhos. Uma responsabilidade acrescida
para o sistema educativo regional, já que, na impossibilidade da
multiplicação das nossas gentes, por força da acomodação da época
contemporânea, importa tratar do perfil das nossas gentes
conferindo-lhes pela educação as qualificações requeridas pela atual
civilização do conhecimento", alertou.Já
quanto aos professores na região, o governante referiu que "há
naturalmente maior disponibilidade de apoio e soluções para uma
população estudantil em decréscimo", evidenciando um aumento do número
de docentes que passaram a integrar os quadros, "uma prova de redução da
precariedade fruto da abertura de quase 1.000 vagas desde 2012",
indicou.Relativamente a pessoal de apoio
educativo, Avelino Meneses disse que, "em 2019, fez-se o recrutamento,
por concurso, de cerca de 170 assistentes operacionais" e, este ano, "já
ocorreu a regularização de 80 assistentes que integravam programas
ocupacionais". Nas escolas açorianas "o
pessoal de apoio educativo cifra-se em perto de 3.000 elementos", o
montante "mais elevado de que há memória", disse também Avelino Meneses.
Em relação ao investimento no parque
escolar dos Açores, o secretário regional avançou que, no total, "desde
2012, o montante investido em novas construções escolares ultrapassou os
130 milhões de euros", respeitante à edificação das Escolas Canto da
Maia, em Ponta Delgada, e Gaspar Frutuoso, na Ribeira Grande, ambas em
São Miguel, das Velas e da Calheta, em São Jorge, das Lajes do Pico e à
primeira fase da Escola Básica e Integrada da Horta, no Faial.Em
São Miguel está em curso a empreitada da Escola das Capelas, estando
"os trabalhos já consignados para remoção de tetos com incorporação de
amianto da Escola Básica e Integrada da Lagoa e também com a adjudicação
há dois dias da empreitada de construção da nova escola dos Arrifes",
indicou.Lembrando que devido à pandemia se
vive "um tempo de grande incerteza", o titular pela pasta da Educação
nos Açores destacou, no entanto, que no ano letivo transato os Açores
registaram, em matéria de avaliação, "ótimos resultados traduzidos nas
taxas de transição mais altas de sempre, todas elas acima das metas
estabelecidas para o termo do ProSucesso (Plano Integrado de Promoção do
Sucesso Escolar) em 2025/2026"."A partir
de agora é justa a reivindicação de taxas de retenção em todos os ciclos
do ensino básico de menos de 5% e até de 0%, coisa que já aconteceu
numa das nossas escolas", sustentou.