Região está a atribuir 241 novas habitações em regime de arrendamento
Hoje 10:08
— Lucas Rebelo
O Governo dos Açores vai atribuir 241 novas habitações em regime de arrendamento com opção de compra. Incluídas nesta medida estão quatro moradias de tipologia T3
construídas no Loteamento dos Casteletes, na freguesia da Urzelina, em
São Jorge, num investimento “superior a 800 mil euros, financiados pelo
PRR”.Segundo nota de imprensa, a medida foi regulamentada pelo
Governo Regional em 2025, sendo uma “ponte entre o arrendamento e a
propriedade, já que os titulares dos contratos de arrendamento têm a
oportunidade de exercer a opção de compra decorrido um ano da assinatura
do contrato de arrendamento com a região”.Maria João Carreiro,
secretária regional da Juventude, Habitação e Emprego, considera que a
iniciativa é “justa e realista”, referindo também que permite a abertura
de “caminho para que mais famílias e jovens trabalhadores possam ter
casa própria a preços compatíveis com os seus rendimentos”.“Num
momento em que são exigidos esforços acrescidos às famílias e aos jovens
até agora excluídos dos apoios públicos à habitação, este Governo dos
Açores escolhe agir e criar soluções para aqueles que trabalham,
descontam e querem construir o seu futuro nos Açores”, frisou. A
dirigente sublinha ainda que a escolha do regime de arredamento para a
atribuição das habitações representa uma opção política clara: “confiar
nas famílias e apoiar os jovens açorianos, valorizando o seu esforço
mensal com o pagamento das rendas, numa solução duradoura”.Também
nos Casteletes, o Governo Regional lançou um concurso público para a
“cedência de 10 lotes infraestruturados para construção de habitação
própria”, sendo que os beneficiários dos lotes “pagam apenas até 45% do
valor do lote, podendo ainda beneficiar de comparticipação até cinco mil
euros para a aquisição de projetos de arquitetura e especialidades e de
apoio à autoconstrução”.“Estamos a trabalhar em diferentes soluções
habitacionais para diferentes necessidades”, garantiu a governante,
sinalizando que o investimento público é “fundamental para responder ao
desafio da habitação”. A mesma explica também que as soluções não
passam só pela construção pública, sendo também importante haver
estímulos à construção privada através da redução dos custos e dos
obstáculos à construção por parte das famílias.A cedência de lotes infraestruturados para construção e o apoio à autoconstrução foram outras medidas elencadas pela dirigente.