Referendo em Cuba sobre novo código de família com baixa participação
26 de set. de 2022, 08:25
— Lusa/AO Online
A maioria das quinze pessoas -
numa amostra não representativa - que foram consultadas pela agência
Efe em quatro assembleias de voto, em Havana, indicou que votariam
contra, embora quase todas preferissem não dizê-lo diante das câmaras ou
identificar-se.Alguns consideraram que é
normal o casamento entre homossexuais, mas quanto à possibilidade de
adoção, também prevista no código, consideraram tratar-se de algo "bem
diferente".Amelia Ponce, 57 anos, de
Havana, defendeu o código descrevendo-o como "necessário": "Votei 'sim'
porque é inclusivo e dará muitos direitos a muitas pessoas", disse à
Efe. Nos colégios eleitorais visitados
pela Efe - são cerca de 24 mil em todo o país - o fluxo de eleitores foi
escasso e, ao final da manhã, segundo dados oficiais, apenas 37% tinham
votado, menos 20 pontos percentuais do que à mesma hora, em 2019,
durante o referendo constitucional.As
escolas abriram este domingo para a realização do referendo, o quarto
desde o triunfo da revolução em 1959 e o primeiro por uma lei
específica.Espera-se que os resultados preliminares sejam divulgados na segunda-feira, sendo vinculativos e exigindo uma maioria simples.