Reestruturar a SATA vai ser processo "duro e muito difícil"
10 de dez. de 2020, 11:58
— Lusa/AO Online
"Vai ser duro e muito
difícil", considerou Joaquim Bastos e Silva, questionado pela agência
Lusa sobre o processo de reestruturação da companhia aérea açoriana.A
SATA, "na sua proporção, é um caso ainda mais difícil que a TAP",
prosseguiu, sublinhando que os dados económicos da empresa "só em termos
absolutos" são menos negativos que os da TAP.Joaquim
Bastos e Silva reiterou ainda que, antes de o plano ser apresentado à
Comissão Europeia, a SATA tem de devolver à região 73 milhões de euros
resultantes da investigação comunitária a três aumentos de capital na
empresa.As dificuldades financeiras da
SATA perduram desde, pelo menos, 2014, altura em que a companhia aérea
detida na totalidade pelo Governo Regional dos Açores começou a registar
prejuízos, entretanto agravados pela pandemia de covid-19.As
duas transportadoras aéreas do grupo SATA fecharam o primeiro semestre
do ano com prejuízos de cerca de 42 milhões de euros, que comparam com
perdas de 33,5 milhões no período homólogo.De
acordo com as demonstrações financeiras das empresas públicas
regionais, é referido que a Azores Airlines (que opera de e para fora do
arquipélago) teve prejuízos de 34,5 milhões de euros entre janeiro e
junho, ao passo que a SATA Air Açores, que voa no arquipélago, teve
perdas de 7,6 milhões de euros.Todavia, em
2019, os prejuízos globais do grupo haviam já sido de 53 milhões de
euros, valor em linha com a perda registada em 2018.