Recurso de ex-presidente francês Sarkozy julgado entre março e junho

13 de nov. de 2025, 16:58 — Lusa/AO Online

O Tribunal de Recurso de Paris anunciou que o ex-chefe de Estado francês terá o seu recurso julgado entre 16 de março e 03 de junho.O antigo Presidente foi condenado a 25 de setembro e considerado culpado, entre outras coisas, de conspiração por permitir conscientemente que os seus colaboradores se aproximassem da Líbia – liderada na altura pelo ditador Muammar Kadhafi - para pedir um financiamento secreto para a sua campanha presidencial de 2007. Nicolas Sarkozy esteve preso durante três semanas e garante que está inocente neste caso.O advogado e político conservador foi Presidente da França entre 2007 e 2012, tendo sido derrotado quando concorreu a um segundo mandato pelo socialista François Hollande, que lhe sucedeu na presidência.“A lei foi aplicada. Agora vou preparar-me para o recurso”, afirmou Sarkozy na segunda-feira, quando foi libertado por ordem do Tribunal de Recurso de Paris.“A minha energia está exclusivamente focada em provar a minha inocência. A verdade prevalecerá. Esta é uma lição que a vida nos ensina. O resto da história ainda está por escrever”, acrescentou numa mensagem publicada nas redes sociais.Um tribunal francês aprovou o pedido de libertação de Sarkozy, mas impôs várias restrições, incluindo a proibição de deixar o país e de contactar pessoas envolvidas no processo, entre elas o ministro da Justiça francês, Gérald Darmanin, que o visitou na prisão em 29 de outubro.A acusação apoiou a libertação sob estas condições, depois de a defesa ter recorrido da sentença.Sarkozy foi detido a 21 de outubro, tornando-se o primeiro ex-Presidente francês a ser preso. O antigo chefe de Estado alegou que está ser vítima de um “escândalo judicial que humilhou” a França, mantendo desde o início ser alvo de uma perseguição política.O antigo líder conservador nega ter recebido financiamento ilegal da Líbia para a campanha presidencial de 2007, um caso que continua a marcar a política francesa e a dividir a opinião pública.