Recuperação do tempo de serviço nos Açores abrange mais de quatro mil docentes
31 de jan. de 2019, 16:32
— Lusa/AO Online
"São
beneficiados com esta medida todos os docentes que prestaram serviço na
região entre 2011 e 2017. Estima-se que o número ande entre os 4.000 a
4.500 professores. Esse número será apurado com rigor necessário na
devida altura", explicou Avelino Meneses, falando em sede de comissão no
parlamento dos Açores.O
Governo Regional dos Açores aprovou este mês uma proposta de decreto
legislativo que visa a "recuperação do tempo de serviço dos professores"
para efeitos de progressão de carreira.O
titular pela pasta da Educação nos Açores falava, em declarações aos
jornalistas, após ter sido ouvido, na qualidade de proponente, em
audição na Comissão Permanente de Assuntos Sociais da Assembleia
Legislativa Regional sobre a proposta de decreto legislativo da
recuperação do tempo de serviço prestado em funções docentes.Avelino
Meneses lembrou que a recuperação será feita de modo faseado "entre
2019 e 2024 e a recuperação anualmente far-se-á no dia 01 de setembro".O
governante especificou que esses professores do sistema educativo
regional “recuperam o seu tempo de serviço por seis anos de 2019 até
2024 à razão de 426 dias por ano".“Claro
que isto pode ser ligeiramente alterado consoante a existência de mais
ou menos aposentações nos anos anteriores”, acrescentou.Avelino
Meneses esclareceu ainda que "os professores que não tenham prestado
serviço durante estes sete anos serão também contemplados", já que
far-se-á a contabilização do tempo de serviço de "forma proporcional".Também os professores que eram contratados terão a possibilidade de beneficiar deste regime quando ingressarem nos quadros.Aos
deputados da comissão, o secretário regional da Educação reiterou que
esta proposta permite "um regime que sai em benefício dos professores"
que integram o sistema educativo regional e que "possuem uma avaliação
qualitativa mínima de bom".Avelino
Meneses frisou que o Governo açoriano, socialista, chegou “a esta
solução com pioneirismo” e “com segurança”, salientando que “este
sistema não está condicionado a qualquer obrigação orçamental”.“O que não acontece na Madeira e, também, com a proposta que foi entregue no Parlamento [dos Açores] pelo PSD”, apontou.“Chegámos
a esta solução com pioneirismo porque o Governo dos Açores já em 2008
procedeu à recuperação de dois anos de serviço prestado pelos
professores entre 2005 e 2007. E convém sublinhar que isso foi um ato
único nos Açores de Carlos César que não teve acompanhamento nem na
Madeira de Alberto João Jardim, nem em Portugal continental de José
Sócrates”, sustentou.Questionado
pelos jornalistas sobre o que representa a medida em termos
financeiros, o titular pela pasta da Educação disse que não ia adiantar
para já números, porque não os deu na comissão, onde a questão foi
também levantada, mas, "quando forem avaliados ao pormenor, serão dados a
conhecer".Antes
da audição do secretário regional da Educação e Cultura, a comissão
aprovou por unanimidade a audição presencial dos dois sindicatos dos
professores na região.